ZLito,
piloto de Mountain bike XC e DH
Conversamos com ZLito, experiente
piloto de Mountain bike XC e DH, no Guarujá, após o cancelamento
da prova do que seria o Campeonato Paulista de downhill.
– Nome
/ Idade : Joselito Cardoso
Damião, 45 anos.
– Apelido : Zlito

– Histórico :
Sou piloto de mountain bike DH há 17 anos. Na verdade
comecei correndo de cross country, de rígida, evoluindo, fui
trabalhando isso na época de Marcio Ravelli, de Osvaldão,
Eduardo Ramirez e outros.
– XC ao DH :
Teve uma vez uma prova de dual slalon na minha cidade, Monte
Verde, Minas Gerais, e eu entrei. Tinha também downhill e acabei
chegando em oitavo. Depois bateu a adrenalina e o gosto...
Um dia fiquei sabendo pelo rádio que ia ter um downhill em São
Roque onde ia correr Márcia Cury, Ravelli, Ratinho, o Urubu,
e aí eu fui. Desde este dia eu não parei mais. É
DH, 4X, Freeride e sempre nesta batalha.

– Panorama do Mountain bike
no Brasil hoje :
No geral, da experiência
que eu tenho, está faltando às federações
se unirem mais em prol do esporte. Já está acontecendo
isso no cross country, o XC está mais organizado, agora no radical,
está precisando esta união de empresários maiores,
empresas incentivarem, pois a bicicleta é muita cara e é
um esporte tanto quanto a fórmula 1, vamos dizer, pela tecnologia
das bicicletas e o preparo do atleta. Se ele não se preparar,
academia, treinar, não se dedicar, ele não vai conseguir
chegar a um nível lá fora.
– Futuro :
Hoje em dia a gente tem uma porta aberta que é Markolf, que corre
os mundiais, e o futuro que está chegando, o Wallace de Miranda,
que eu conheci pequeno e tá fazendo bonito, chegando junto do
Cedric Garcia, a dois milésimos na outra prova que teve e no
Brasileiro ganhou do Markolf que, inclusive, é ídolo do
Wallace. Eu vejo assim que ta indo, mas está faltando incentivo
empresarial e a união de todos, tanto pilotos como as federações.
– Tecnologia :
As bikes evoluíram muito, evoluíram muito rápido.
Antigamente, como dizia Ravelli, a gente corria a pelo. Hoje em dia
ela tem uma suspensão hidráulica, onde você pode
estar convertendo ar e óleo, e também ar dentro, como
triple way, são as Manitou, Rock Shox, Marzocchi, tanto a suspensão
dianteira como traseira, elas tiveram uma evolução conjunta
aos freios a disco, que os freios a disco tem que ser potentes e macios
aos mesmo tempo, vamos dizer assim, ABS. É, tem pessoas que se
espantam, “nossa, uma bicicleta tem ABS?”, ela tem, pelo
sistema que ela trabalha, de hidráulica, é como se fosse
um ABS. Também os câmbios micro-chips, que é ação
rápida, hoje em dia até tem bikes de Downhill com algumas
partes de ciclismo, como catraca traseira, o câmbio, 105, é
de ciclismo, isso provê uma velocidade onde o atleta tem que estar
treinado para poder estar correndo junto com a tecnologia. Pneus, tem
Maxxi, Michelin, eles tem vários tipos de compostos, mole, duro,
pista seca, pista chuvosa, pista com lama, então este conjunto
de tecnologia uniu e somou, que pro DH, ainda que no Brasil estamos
um pouco atrasados, mas lá fora já existem vários
eventos, grandes empresas patrocinando, como Toyota, a própria
Honda, a Honda tem um piloto que tem um bicicleta que vale 40mil reais.
Agora a KTM, fiquei sabendo, desenvolveu uma bicicleta própria
e ela está produzindo para o downhill.
| Antigamente, como dizia
Ravelli, a gente corria a pelo. |
– a base para o DH
: Agora também chegamos a isso graças
ao cross country. Porque o cross country é a base para o DH.
BMX muito mais, porque BMX é explosão, ação
e constância e energia, porque no BMX se o atleta vacilar um pouco
e não tiver aquele gás ele perde. Uma pessoa que tem isso,
que é o Robson dos Santos, o Urubu, ele vem do BMX, e hoje em
dia ele é um show-man, ele é uma pessoa que tem explosão,
ele corre os 4X, é tricampeão, e de particular eu aprendi
muito com ele.
| Porque o cross country
é a base para o DH. BMX muito mais... |
– a parceria com a Kuruma :
A Kuruma é uma empresa que tem 30 anos no mercado ciclístico,
ela começou desenvolvendo quadros para a BMX, que é a
base para o downhill e foi partindo para o cross country e procurando
unir a tecnologia, a qualidade e resistência dos equipamentos.
Hoje, a Kuruma tem bibicletas de ponta tanto no downhill, que é
a Rocket Ship, e futuramente, em junho, a gente estará lançando
a GTK, de cross country, estamos importando também pedivelas
BearBone, pedais VPone, Welgo, rodas, então são várias
empresas unidas em prol do esporte, onde está se chegando a esta
tecnologia de primeira.

– a sua Kuruma de DH
: Ela hoje tem o conceito deste alumínio 7005, que é
um alumínio resistente, de impacto. Ela já está
na segunda geração, que é a Rocket Ship, que é
um conceito máximo em freeride. Ela tem uma tecnologia de 10
polegadas na traseira, onde você pode trabalhar 170 na dianteira
e você pode aumentar para até 200mm de acordo com a suspensão,
onde o piloto, se for ele maior, pode desenvolver a bicicleta de acordo
com o tamanho dele. Ele também pode trabalhar a performance,
mais ágil, mais lenta, mais rápida nos single-tracks,
é uma tecnologia de muito tempo, que o Paulo, diretor da empresa,
vem desenvolvendo ao longo destes últimos anos (Paulo Liu Ponam
, President Ciclo Giant Kuruma, e também representante das marcas
G-Bone, Bear-Bone e outras).
Agora também a Kuruma está partindo para uma equipe nova
de ciclismo, de speedy. Participamos da Volta Ciclística de São
Paulo, onde ficamos em 7º lugar, em equipe, onde tinha muitos concorrentes
fortes, a Scott, a Sundown, que já estão a anos trabalhando,
nós estamos começando no ciclismo agora. Nós temos
bicicletas de ponta, que é a K6, e uma nova que vai entrar com
fibra de carbono, que é um ponto de leveza e agilidade, também
nas peças, que são o ponto de leveza e agilidade do Kuruma.

– para 2007/08
: O Paulo vai formar uma equipe melhor para tá desenvolvendo
e divulgando a nossa marca de qualidade que a gente tem no mercado hoje
e também partindo para o futuro, dependendo um pouco da Confederação,
dependendo um pouco como eles vão se portar, pra entrar com equipe
de Ciclismo, BMX e downhill. E também o cross-country a gente
está com a idéia por causa dos quadros novos, o quadro
novo, GTK, que acho que vai ser um sucesso, tanto em leveza e agilidade,
um quadro que vai impressionar aos ciclistas.
– ZLito :
Eu sou conhecido como ZLito sem noção, por causa de uns
pulos de 5, 7 metros que eu dava, por isso sou conhecido como ZLito
sem noção, mas com muita noção.
A Equipe Freeride Sport agradece ao
piloto ZLito tanto a entrevista quanto os anos de dedicação
ao esporte.
Veja abaixo outras fotos da Kuruma
do ZLito :


