Cibele
B. Freitas
Domingo, 24 de junho, na 3ª
edição do Brechócleta

Cibele B. Freitas - organizadora do Brechócleta
O nome sugere que seja um local que vende roupas de
ciclismo usadas, mas o conceito do evento vai bem além disso:
lá você encontra acessórios, peças e roupas,
tanto "seminovos" quanto pontas de estoque de algumas das
grandes lojas e distribuidores.
Conversamos com a sua organizadora Cibele B.
Freitas
Cibele, além de também apaixonada por
bike, trabalha com bijuteria e artesanato, é a proprietária
da My Bike, onde desenvolve as peças que vende para lojistas
de todo o país (mais informações – www.mybikeshop.com.br
).
Esta terceira edição foi montada em um
imóvel na beira da Marginal Pinheiros, em São Paulo, e
bem perto da USP, tem espaço com segurança para quem for
pedalando poder deixar sua bike tranqüila dentro da área
do imóvel e subir para conhecer as peças em oferta este
ano.
Freeride Sport – Cibele, conta um
pouco da Brechócleta, como começou.
Cibele – A idéia da Brechócleta
foi de um amigo. Ele tem um grupo de bike que se reúne para passear,
e ele queria que eu organizasse toda quarta-feira à noite lá
na saída do passeio dele. Desta forma não deu certo.
Eu achei que tinha que der um espaço e tinha
que ser itinerante, cada vez em um bairro diferente, e a minha proposta
foi fazer três vezes por ano. Eu fiz o primeiro que foi em Pinheiros,
na rua Cardeal Arcoverde, foi bem pequeno. Quem visitou foram mais os
amigos.
Freeride Sport –
Quando foi isso?
Cibele – Foi em maio de 2006. Em agosto do ano
passado mesmo eu fiz outro, que foi na avenida Pompéia e que
foi bem maior, triplicou de tamanho. Eu iria fazer outro em novembro,
mas por motivos pessoais acabei não fazendo, e apareceu agora
esta oportunidade de fazer esta terceira edição, e que
já está bem maior que a segunda. A repercussão
foi boa, todos os ciclistas que vem gostam.
Freeride Sport –
Como você organiza a Brechócleta? Você arrecada as
peças com ciclistas, com lojistas, como é feito?
Cibele – Eu entro em contato com todo o pessoal
que eu conheço de bike. Eu tenho um mailing de ciclistas muito
grande, participo das listas de bikes na internet, então eu já
vou avisando com dois meses antes para irem juntando as peças
que tem em casa. É comum as pessoas trocarem 3 selins até
conseguir um que goste, troca mesa, capacete e vai rodando, acaba doando
o que não usa para algum amigo, mas não tem o que fazer
com o que fica guardado. Eu falei, vamos juntar todo mundo. Foi neste
momento que apareceram também lojistas que entraram em contato
com peças de ponta de estoque ou com pequenos defeitos. São
peças que ficaram um pouco amareladas, defeitos mínimos.
Eles não querem colocar como ponta de estoque na loja, e alguns
acabaram por me procurar. Apareceram também distribuidores, fabricantes,
com peças que por alguma razão eles não querem
soltar no mercado, e todos acabaram por aderir ao Brechócleta
está sendo um sucesso.
Inicialmente eu chequei a pensar que os lojistas iam
ficar bravos comigo, que eu estaria furando o mercado, mas não,
a maioria me apoiou. Muitos acharam legal, eu tenho muita coisa de lojistas
aqui. E deu certo.
Freeride Sport –
E o trabalho para organizar tudo isso.
Cibele – Dá muito trabalho, muito trabalho.
Eu primeiro tenho que conseguir um ponto, o que não é
fácil. A preparação da Brechócleta mesmo
eu começo um mês antes. A montagem é trabalhosa,
mas a desmontagem é a pior parte. Temos que contar tudo o que
vendeu, ver quem é o dono, acertar com cada um, isto é
o que dá mais trabalho. Toda vez que eu penso em fazer uma nova
edição eu penso nisto.
Freeride Sport –
E Cibele, está compensando para você?
Cibele – Eu fiz muito investimento também,
mas compensa.
Freeride Sport –
Pretende continuar?
Cibele – Ah, pretendo, pretendo fazer outras
edições, já estão até me cobrando.
O boca a boca está aumentando muito. Este espaço em particular,
desta 3ª. Edição, por ser perto da USP foi privilegiado,
porque o pessoal sai dos treinos e vem direto para cá.
Freeride Sport –
Tem até estacionamento! O pessoal pode vir de bike e tem onde
parar?
Cibele – Tem onde parar. Eu contratei um segurança
para olhar as bikes mesmo. O pessoal pode vir pedalando e deixar a bike
aqui, pode vir e ficar tranqüilo. Na segunda edição
eu havia feito um convênio com a Casa do Pão de Queijo,
o ciclista que chegasse lá de bike e de capacete ganhava um pão
de queijo e um café, este ano não foi possível,
mas pelo menos tem um espaço bom, tem estacionamento.
Freeride Sport –
Cibele, conta agora um pouco para nós agora do seu trabalho.
Você faz bijuterias com a temática da bicicleta, como começou
este seu trabalho?
Cibele – Por um motivo de saúde eu tive
que ficar um tempo sem dirigir e eu fui gerenciar a empresa dos meus
irmãos, que é na área de acessórios e bijuterias.
E foi em uma época em que eu comecei a pedalar e pensar em juntar
as duas coisas. Tive a idéia de fazer estas bijuterias com tema
de bike. Eu fiz a cabeço dos meus irmãos para isto, como
eles não queriam eu acabei por abrir a minha própria marca,
chama My Bike e eles fabricam para mim; meus irmãos tem a fundição.
Comecei a vender para os amigos, a coisa foi aumentando,
e hoje eu vendo para os lojistas e vendo nos eventos de bicicleta. E
por participar em muitos eventos, às vezes eu ajudo na organização,
entrego medalha, eu fiquei muito conhecida. Passei a ter uma relação
de muito carinho com os bikers, tudo isto ajudou no sucesso da marca
My Bike. Tanto assim que hoje o pessoal associa Cibele a My Bike, já
me chamam Cibele My Bike.
O sucesso do Brechócleta foi na confiança
que eles depositam em mim. Todos entregam seus produtos, muitos nem
querem a minha assinatura, aliás a maioria. Valores muito altos
e eu não tenho que assinar um papel. Isto me deixa muito feliz,
esta confiança das pessoas.
Freeride Sport –
As peças, o design é seu? Elas são fabricadas com
que material?
Cibele – Eu tenho peças de prata e de
ferro, estanho, outros metais. Algumas peças eu trago de fora
e copio e outras são criação minha e de meus irmãos;
eles têm uma bagagem grande nisto, eu peço e eles fazem
para mim.
Eu fabrico desde pins, bandanas, são de várias
cores e vários os tipos de bandana, chaveiro, anéis, brincos,
os pingentes são todos de prata e o que mais eu sinto que não
existe no mercado. Um exemplo disso é a capa para capacete; sacolinha
para guardar o capacete. Como eu estou sempre no meio deles, o que não
tem eu vou atrás e faço um pouco. Na verdade, o meu trabalho
é o meu lazer hoje em dia.
Freeride Sport –
Para finalizar fala um pouco sobre esta edição da Brechócleta.
Cibele – Ela acaba no sábado. Como eu
tenho que entregar o prédio na segunda, tenho o domingo e a segunda
para as pessoas virem retirar o material. Quem não vier retirar
o material este será doado para o Orfanato Lar Nossa Senhora
Aparecida, do Sr. Ricardo, que é um orfanato onde todos são
ciclistas, bikers.
O horário é de segunda a sexta - das 12
às 22hs e no sábado e domingo - das 10 às 16hs.
O endereço completo é rua Magalhães de Castro,
974 - Butantã - São Paulo/SP
Fica bem em frente ao prédio da Abril na Marginal Pinheiros -
Perto da USP.
Durante a semana, ficando aberto até as 10 horas
da noite, o pessoal pode sair do trabalho e dar uma passada, e acaba
virando até um ponto de encontro do pessoal.
A Equipe Freeride Sport agradece a Cibele e fica aqui o convite para
que todos visitem a 3ª. Brechócleta.

A filha de Cibele, Gabrielle, mostra os lenços
com motivo de bikes a venda
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