Pode parecer difícil e incoerente a associação
do nu ao ato de pedalar, mas aqueles que pedalam todos os dias em qualquer
metrópole do mundo conseguem captar com facilidade a mensagem
que pretendemos passar.
Enquanto os motoristas se sentem “protegidos”
dentro das suas carruagens de metal, os ciclistas estão nus,
sem nenhuma proteção, dependendo apenas da vontade dos
motoristas em protegê-los ou não.
Chega a ser discrepante e incoerente a absurda quantia
que a indústria automobilística investe para garantir
a segurança dos seus clientes, sem importar a velocidade que
eles se encontrem, criando verdadeiros tanques de guerra urbanos, onde
quem está dentro está protegido, já quem vive fora
da bolha...
Enquanto alguns comerciais automotivos exaltam e estimulam
a velocidade de seus carros, pedestres e ciclistas perdem a vida diariamente
em acidentes de trânsito, que só em São Paulo ceifam
a vida de 1500 pessoas por ano. Desses apenas 18% dos mortos são
motoristas e passageiros.
Pedalar nu é um ato de protesto que busca chamar
a atenção da fragilidade do ciclista no trânsito,
além de motivar a sociedade a debater o mal uso do carro nos
centros urbanos. Esse ato é realizado anualmente em várias
cidades ao redor do mundo na manifestação batizada como
WNBR (World Naked Bike Ride). A história começou em Zaragoza
na Espanha em 2002 e hoje acontece em mais de 200 cidades pelo mundo.
No Brasil a primeira edição expressiva ocorreu em 2008,
reunindo cerca de 500 ciclistas e teve até repercussão
mundial.

Quando surgiu a idéia da criação do Calendário
CicloBR, o ato de posar nu tomou conta dos envolvidos como um “inconsciente
coletivo”. Naturalmente ficou decidido que todos os modelos posariam
nus, o que motivou 20 voluntários a posarem pela causa. Dentre
os modelos alguns ilustres anônimos cicloativistas que já
realizaram diversas ações pela causa, além de alguns
ciclistas já bastante conhecido no nosso meio, como a Jornalista
Renata Falzoni, a ex jogadora de Volei Ida e a SubPrefeita Soninha Francine.
Esses 20 modelos motivaram a criação de 2 calendários
mistos.
Particularidades: Todos os 20 modelos são ciclistas
urbanos e doaram suas imagens para o Instituto CicloBR preparar o seu
calendário. Todos os envolvidos no projeto, Fotógrafos,
produção, arte-finalistas, todos são ciclistas
e também trabalharam como voluntários no projeto abrindo
mão de qualquer quantia.
Todos os valores arrecadados com a venda do Calendário serão
revertidos para o Instituto CicloBR, que serão aplicados em projetos
do Instituto e na manutenção do mesmo.
Maiores informações sobre o calendário,
mande um email para ciclobr@ciclobr.com.br. ou no site www.ciclobr.com.br
Sobre o Instituto:
No dia 08 de agosto de 2009 nasceu o Instituto CicloBR. Alguns amigos
com uma causa em comum se reuniram para fundar o Instituto CicloBR de
Fomento a Mobilidade Sustentável, que tem como missão
trabalhar para que cada vez mais pessoas possam ter o direito de se
deslocar sem a dependência dos insustentáveis motores,
ou mesmo poder usar dignamente o transporte público, algo que
no Brasil está longe de ser uma realidade.
Hoje o Instituto que ainda está engatinhando, já contabiliza
alguns feitos, como a organização do Evento Teste da Rota
Cicloturística Marcia Prado, a organização do Festival
CicloBR e a produção do Calendário CicloBR 2010
com o tema “Como nus sentimos”. Esses são os primeiros
passos de um Instituto que quer crescer e trabalhar muito para o fomento
da bicicleta e qualquer outro tipo de mobilidade sustentável.
Uma incubadora de projetos que irá batalhar para que projetos
de muitos ciclistas possam sair do sonho e virar realidade.
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