
Dúvidas Frequentes:
O que é a segmentação do universo ciclístico
brasileiro?
Para entender a segmentação é
necessário conhecer um pouco da história do ciclismo mundial
e o contexto brasileiro desde a fundação da CBC –
Confederação Brasileira de Ciclismo, em 1979.
O ciclismo é um dos esportes da “era moderna” mais
antigos do mundo, a fundação da UCI – União
Ciclística Internacional data de 1900. A entidade criou normas
de arbitragem, categorias e incontáveis outros procedimentos
operacionais e burocráticos que contribuíram para a formulação
da justiça desportiva atual, e, continua contribuindo até
hoje, principalmente com análises e metodologias anti-doping
em quase todos os esportes pelo mundo.
Já o Mountain Bike (MTB), é uma modalidade que surgiu
como esporte na década de 70 (quase um século após
a fundação da UCI e na mesma década da fundação
da CBC) e cresceu gradativamente até os dias atuais, devido a
sua versatilidade.
No Brasil, a CBC foi fundada pelo Sr. Bruno Caloi, grande incentivador
da prática do ciclismo no Brasil, o qual encontrou uma maneira
eficaz de desenvolver o esporte no país: transformou os representantes
comerciais da fabricante de bicicletas Caloi em presidentes fundadores
das Federações Estaduais de Ciclismo por todo território
nacional, iniciando um ciclo de gestão do ciclismo como esporte
no país, criando competições, rankings e um modelo
de administração de todas as modalidades do ciclismo,
juntas, a qual perdura até hoje.
Filiada a UCI, a CBC responde a ela e ao COB – Comitê Olímpico
Brasileiro pelo ciclismo brasileiro como um todo, enquadrando-se no
que dizem os estatutos de ambas as instituições (UCI e
COB), os quais especificam que só pode haver uma entidade de
administração do desporto reconhecida em cada país.
Não contente com a administração do esporte, em
1989 foi fundada a CBBx – Confederação Brasileira
de Bicicross em uma tentativa de separar o Bicicross da CBC, devido
a haver uma insatisfação geral por parte dos atletas e
dirigentes do esporte (assim como há atualmente no MTB).
A CBBx começa a realizar ótimos campeonatos de inúmeras
modalidades do Bicicross e cria seu próprio ranking, o qual passa
a ter mais atletas filiados do que o da CBC.
Em 1998 a CBC fecha um convênio com a CBBX de 10 anos (até
2008) transferindo a gestão do Bicicross (e todas suas modalidades)
para ela, a qual começa a organizar campeonatos cada vez melhores,
inclusive, trazendo sob sua gestão duas etapas de Copas do Mundo
para o país, uma em 2005 e outra em 2006, formando atletas de
altíssimo nível, vencedores de etapas da UCI, inclusive.
Em 2006 o COI – Comitê Olímpico Internacional informa
que a partir de 2008 o Bicicross terá uma modalidade olímpica.
No final do mesmo ano a CBC rompe o contrato com a CBBx, retoma o controle
do Bicicross e, devido a falta de continuidade nos trabalhos, o Brasil
fica sem representantes nas olimpíadas de 2008 em Pequim, na
China.
A CBBx continua organizando provas de BMX em todo
o território nacional e, inclusive, com premiação
e estrutura muito melhores do que as da CBC, perguntem a qualquer atleta
de BMX no país.
Já o MTB brasileiro vem sofrendo com a falta de competições
com alto nível, ausência de centros de treinamento e de
rankings das modalidades reconhecidas pela UCI, somando incontáveis
abusos de autoridades e desrespeitos a atletas e dirigentes do MTB que
representam o país internacionalmente, possuindo apoio e presença
das confederações e federações de ciclismo
quase nulas no MTB, ficando o esporte a encargo de organizadores de
eventos, capacitados ou não, que montam os rankings estaduais
e nacionais do esporte, tendo suas provas meramente validadas para o
ranking mediante pagamento de taxas exorbitantes e sem nenhum padrão
a ser seguido e, muitas vezes, nenhuma supervisão.
Mesmo com os fatores adversos e a insatisfação de uma
grande maioria enfrentadas no país, o MTB vem obtendo um aumento
do número de adeptos a cada dia, também impulsionado pela
inclusão da modalidade Cross Country nos Jogos Olímpicos
de Atlanta em 1996. Descontentes com o fato foi criada, em Abril de
2009, a CBMTB – Confederação Brasileira de Mountain
Bike com o intuito de gerir o MTB nacional, para, junto a CBBX, fomentar
a segmentação do MTB e do Bicicross da CBC, com a criação
de rankings e competições de cada especialidade.
O surgimento de uma terceira Confederação Nacional (CBMTB)
abre um precedente legal no mundo (ou jurisprudência), inclusive,
reconhecido pela UCI, que é o caso da Argentina, onde foram criadas
03 Confederações (assim como no Brasil) e, após
isto, uma União Ciclística (UCRA – União
Ciclística da República Argentina), a qual se tornou a
entidade reconhecida pela UCI. O interessante é que a cada ano
olímpico é o Presidente de uma das entidades (leia confederações)
que representa a delegação nacional, alternando o mesmo
de quatro em quatro anos em perfeita sincronia. Porque isto não
pode dar certo no Brasil?
Portanto, a “segmentação do universo ciclístico
brasileiro”, fomenta uma separação das especialidades
do ciclismo em três áreas (MTB, Bicicross e Ciclismo de
estrada e pista) e uma consequente fundação de uma União
Ciclística Brasileira como fruto do entendimento e cooperação
das 03 Confederações já existentes como solução
para o desenvolvimento do esporte, elevando-o ao nível das grandes
potências mundiais, já provendo frutos para as Olimpíadas
de 2016 no Brasil e para todos os atletas do país.
Porque a CBMTB quer tirar o Mountain Bike da CBC?
A CBMTB não concorda com o modo que o MTB
(e suas mais de 15 especialidades) vem sendo administrado no país.
O Mountain Bike nacional está rodeado de problemas hoje que mais
se caracterizam como abandono, sucateamento e descaso. Possui grandes
modalidades como o Downhill que ficam às margens do esporte e,
inclusive, foi carregado de pré-conceitos pejorativos ao longo
dos anos.
As competições das diversas modalidades do esporte estão
a encardo de organizadores de eventos (cadastrados ou não a CBC
e, assim, atingindo ou não pré-requisitos mínimos
para manter uma boa qualidade dos eventos) que, em sua maioria, realizam
provas de Maratona (devido à facilidade em se realizar esta modalidade)
deixando todas as outras modalidades oficiais do MTB (XC, DH, 4-Cross)
em detrimento a ela, ou até, inexistindo (como é o caso
de competições de 4-Cross, Urban, Dirt, Trial, Uphill,
Critério, Slalon, etc.).
Não existem Centros de Treinamento e políticas
de fomento a formação e renovação de talentos,
os poucos atletas que se destacaram no país partiram de iniciativas
isoladas, fruto do investimento do próprio atleta, pais e/ou
patrocinadores.
Também é comum vermos os descasos para com os atletas,
como: inúmeros casos de vendas de camisetas da seleção
para os atletas que representam o país nas competições
internacionais (com obrigatoriedade de uso da camisa da seleção
nacional); casos de atletas que tem de arcar com as despesas de viagem
e hospedagem por conta própria para representar o país
nestas mesmas competições; categorias femininas que não
são levadas pela delegação do Brasil para mundiais;
dentre inúmeros outros descasos e desrespeitos que não
podem mais acontecer se quisermos formar atletas que tenham nível
técnico para representar o país em competições
internacionais e, até, nas Olimpíadas de 2016.
O fato é que a CBMTB não quer somente tirar o Mountain
Bike da CBC.
O surgimento da entidade de MTB veio para forçar uma concorrência
a CBC, assim como a CBBx já o faz com o Bicicross (e, inclusive,
conquistou ótimos resultados), porém, a CBC continua fazendo
provas de Bicicross.
O que a CBMTB está fazendo é iniciar um trabalho próprio,
sério e com responsabilidade e comprometimento no desenvolvimento
de todas as modalidades do MTB.
Com isto, esperamos mostrar aos atletas, dirigentes e bikers, de maneira
geral, que podemos desenvolver o MTB no país de maneira ordenada,
buscando uma conscientização e envolvimento dos atletas
de Mountain Bike aos trabalhos desta nova entidade e, assim, conseguindo
grande representatividade em todo o território nacional.
Porque ao invés de segmentar, a CBMTB não se une a CBC?
A CBMTB, assim como a CBBX, pregam a segmentação
pois não concordam com inúmeras políticas adotadas
pela CBC e queremos traçar novos caminhos para o MTB e BMX brasileiro
respectivamente.
Além de a CBC ser uma entidade com estrutura arcaica e eleições
presidenciais assombrosas (haja visto o que aconteceu na última
eleição), ela cuida do Ciclismo de Estrada e de Pista,
Mountain Bike e Bicicross, como um todo.
Só nos Jogos Olímpicos, das 13 modalidades disputadas,
o Ciclismo de Pista possuí dez modalidades e o Ciclismo de Estrada
uma (11 modalidades das 13 disputadas), restando somente o Cross Country
(uma do MTB) e o BMX Supercross (uma do Bicicross).
Desde sua criação a CBC foca o Ciclismo de Estrada e de
Pista, mesmo assim, nunca tivemos um brasileiro que conquistasse alguma
medalha olímpica no ciclismo e, tampouco, atletas brasileiros
nos representado em alguma Olimpíada no Ciclismo de Pista (que
fornecem 30 medalhas em 10 modalidades).
Também não temos nenhum grande ídolo
nacional do ciclismo, os poucos atletas que se destacam ou destacaram
no país conseguiram, no máximo, correr por alguma equipe
européia ou disputar etapas de Mundiais (salvo raras exceções)
e diga-se de passagem, estes últimos, sempre arcaram por conta
própria com o custo de sua formação e, na maioria
das vezes, o próprio custo de translado, inscrição
e hospedagem nas provas internacionais, além de pagar para usar
a camisa da seleção brasileira, a qual ele está
representando.
Devido a isto e outras é que não queremos nos unir a uma
entidade com políticas, no mínimo, duvidosas.
A CBMTB é reconhecida pela CBC? E pela UCI?
A CBMTB não é e não quer ser
reconhecida pela CBC.
Não necessitamos ter o reconhecimento da CBC, pois, assim como
ela, a CBMTB é uma entidade de direito privado e sem fins lucrativos,
denominada em seu estatuto como uma Entidade Nacional de Administração
do Mountain Bike e somente do MTB.
Pregamos a segmentação para impulsionar o desenvolvimento
das especialidades do esporte e não necessitamos do aval da CBC
para realizar atividades, eventos e ranking próprios da CBMTB,
dentre outras inúmeras atividades que já estamos planejando
para o início de 2010. Inclusive, já estamos fornecendo
autorização de interdição de vias públicas
inteiramente gratuitas aos organizadores de eventos cadastrados a CBMTB,
autorização esta que a CBC e federações
filiadas cobram abusivamente dos organizadores de eventos para provas
de uma ou mais etapas, a cada realização.
Quanto a UCI, a CBMTB ainda não possui reconhecimento como entidade
oficial do MTB, porém estamos batalhando para conseguir e acreditamos
nisto devido a todo o trabalho e comprometimento que estamos tendo com
o esporte. Ainda, conquistar este reconhecimento é muito mais
simples do que alguns pensam.
Trata-se de representatividade, esta é a palavra-chave. A partir
do momento que a CBMTB tiver mais atletas filiados no MTB (em suas diversas
categorias) do que a CBC, automaticamente passamos a ter maior representatividade
perante todos os órgãos (UCI, COB e Ministério
dos Esportes) do que a CBC e a partir daí ficará muito
mais fácil conseguir o reconhecimento da UCI. Porém, neste
primeiro momento de existência não é este reconhecimento
que estamos focando, pois isto virá com o tempo e com o reconhecimento
de um trabalho competente, honesto, profissional e inovador para com
o MTB nacional, vamos reinventá-lo!
Neste primeiro momento estamos focando os atletas de base, universitários,
amadores, ciclistas recreacionais e os bikers como um todo (45 milhões
de ciclistas, sendo que 90% utilizam bicicletas de mountain bike no
dia-a-dia). Os atletas da categoria pró (elite) não estão
sendo priorizados neste primeiro momento por dois motivos: o primeiro
é porque a licença internacional para pontuar em competições
fora do país continua sendo emitida pela CBC (embora em 2009
somente 08 atletas tenham sido levados pela Seleção Brasileira
para disputar o Campeonato Mundial, inclusive, pagando por suas camisetas
e outros custos); segundo porque a representatividade dos mesmos é
muito pequena se compararmos o montante de ciclistas do país
(menos de 50 atletas utilizaram as licenças internacionais em
2009, dos 45 milhões de ciclistas brasileiros)
Ainda, outro fator a se considerar é que, com a realização
das Olimpíadas em 2016 no Brasil muito já está
sendo revisto na estrutura organizacional do esporte de rendimento brasileiro,
e em muitos esportes, não só no Ciclismo/MTB/BMX.
Este fato irá impulsionar a segmentação
do universo ciclístico brasileiro, pois até 2016 a situação
do ciclismo brasileiro terá sido resolvida, inclusive, acreditamos
que será resolvida muito antes disto, pois já estamos
com a representação no Ministério dos Esportes
e em diálogo com o COB e a UCI, os quais estão cientes,
há tempos, da ingerência que o MTB e BMX vêm passando
nos últimos anos.
O surgimento de Federações Estaduais de Mountain Bike
irá beneficiar o esporte?
Sim. O surgimento das Federações
Estaduais de MTB funciona como as Federações Estaduais
de Ciclismo existentes, ou seja, são um braço da Confederação
Nacional (no caso da CBMTB) em cada estado, promovendo uma melhor administração
e supervisão das modalidades do MTB em cada estado, de acordo
com normas e diretrizes estipuladas pela CBMTB.
Uma Federação Estadual tem mais condições
de administrar o desporto em seu estado por estar inserida na realidade
do esporte naquela região, sabendo de suas necessidades e particularidades.
Por exemplo: A sede da CBMTB fica na cidade de Santos-SP e seria muito
difícil ela ter de gerir o MTB no nordeste, por exemplo em Pernambuco,
cidade na qual agora já existe a Federação Pernambucana
de Mountain Bike atuando sob a supervisão e orientação
da CBMTB.
Se no seu estado ainda não existe uma Federação
de Mountain Bike, procure as pessoas que tem interesse e trabalham com
o esporte, se unam e entrem em contato conosco. Estamos ajudando todos
os interessados que apresentam o perfil para fundar as Federações
Estaduais de MTB em todo o país e querem entrar nesta luta em
prol da melhoria do esporte.
Se eu participar de provas da CBMTB e das Federações Estaduais
de MTB eu posso ser penalizado pela CBC ou pelas Federações
Estaduais de Ciclismo?
Não, pois isto é inconstitucional,
ou seja, fere a Constituição Federal, que determina que
todos os cidadãos brasileiros são livres (direito de ir
e vir) para transitar, expressar opiniões, ou se associar a quaisquer
grupos, associações e instituições, dentre
outros.
O artigo 5º da Constituição Federal, em seu inciso
XV, estabelece o que se convencionou chamar de “direito de ir
e vir", preconizando a "livre locomoção"
em todo território nacional. Nos termos da lei, isso garante
a qualquer cidadão o acesso e usufruto aos mais variados bens
e locais públicos que atendam às suas necessidades, no
nosso caso, participação em competições
e eventos de quaisquer naturezas, filiação a instituições/agremiações
de qualquer natureza, etc.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre o tema, acesse o link (http://www.forumseguranca.org.br/artigos/a-prisao-o-direito-de-ir-e-vir-e-o-abuso-de-autoriodade-no-estado-dem),
nele todos poderão encontrar informações sobre
o Direito de Ir e Vir, Abuso de Autoridade e Do Direito da Vítima
e, assim, poderão se permear de informações e meios
sobre a inconstitucionalidade que é este ato coibidor da CBC
e munir-se de informações, caso haja algum tipo de penalização
(o que nunca houve até hoje, mesmo após inúmeras
ameaças deste tipo), para buscar apoio junto aos órgãos
legais e autoridades competentes.
Além disto, perante o próprio estatuto da CBC, o filiado
a ela são as federações estaduais, e não
os atletas diretamente.
Só isto já impossibilita que haja alguma punição
diretamente ao atleta, a punição teria de vir através
da instituição na qual o atleta se filiou (federação,
clube, liga ou associação).
Portanto a resolução que foi publicada
no site da CBC dizendo que puniria atletas é meramente coibidora,
forçando os atletas não se filiarem em outras instituições
não por satisfação ou concordância com a
CBC, mas sim pelo medo de punição.
Existem inúmeros exemplos de federações e confederações
dentro do mesmo esporte que podemos citar aqui e nuca contaram com punições,
como no boxe (onde existem disputas de cinturões de várias
ligas, uniões e confederações), no judô,
no jiu-jitsu, no balonismo, etc. Que proporcionam um aumento no número
de provas e, consequentemente, na qualidade das mesmas, beneficiando
o esporte e os atletas diretamente.
O fato é que legalmente e eticamente, ninguém pode nem
deve ser penalizado por participar de provas de entidades distintas.
Seria o mesmo que punir um jogador de futebol por ter participado (ou
até se filiado) em provas de balonismo.
Já a CBMTB e suas filiadas não punem nem punirão
ninguém por se filiar a outras instituições, pois
na nossa concepção a ética profissional prevalece,
estamos aqui para ser mais uma opção aos bikers brasileiros.
Discriminação é crime!
Quem fará o Campeonato Brasileiro e Paulista de Mountain Bike
em 2010?
Como estamos em uma fase de transição,
na qual o MTB está sendo organizado/administrado tanto pela CBC
quanto pela CBMTB, a previsão é que no ano de 2010 aconteçam
muitas provas de MTB. Primeiro por haverem inúmeras provas organizadas
pela CBMTB, FPMTB e filiadas, e em segundo lugar, por haver uma mobilização
natural por parte da CBC em prol de melhorar o nível e quantidade
das provas que a mesma organiza devido a concorrência que passaram
a sofrer.
Dia 08/08/2010 a CBMTB estará realizando o Campeonato Brasileiro
de MTB da CBMTB das modalidades Maratona, XCO, DHI e 4X no Ski Park
em São Roque, SP. Esta prova será válida para o
ranking nacional da CBMTB.
Da mesma maneira, a FPMTB realizará dias 22 e 23 de Maio de 2010
o Campeonato Paulista de MTB da FPMTB das modalidades Maratona, XCO,
Dirt Jump e Fast DH, na cidade de Rio Claro, SP. A prova será
válida para o ranking estadual e nacional da CBMTB/FPMTB.
Quem ganha com isto é o MTB brasileiro e os atletas que passarão
a ter mais oportunidade de participar de competições,
aumentando o nível técnico e passando a ter uma base de
comparação entre os eventos de ambas instituições.
As competições da CBMTB e FPMTB são oficiais?
A Confederação Brasileira de Mountain
Bike e a Federação Paulista
de Mountain Bike são entidades devidamente documentadas e registradas,
inclusive, com apoio de órgãos públicos em suas
realizações, portanto, são oficiais.
A realização do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike
e do Campeonato Paulista de Mountain Bike, respectivamente, da CBMTB
e da FPMTB são oficiais.
A partir do momento que você escolhe a entidade CBMTB e FPMTB,
ou, FPC e CBC, você se registra nessa entidade e você participa
de um campeonato da entidade que são oficiais.
Estivemos no COB e fomos questionados sobre qual seria a arbitragem
oficial já que no momento a UCI ainda não reconheceu a
CBMTB? Demos uma resposta simples: “Se a UCI ainda não
reconheceu a entidade, a própria CBMTB irá formar seus
comissários e arbitrar nas suas provas seguindo o modelo que
melhor se adéqüe às necessidades do nosso esporte
(inclusive baseado no curso de formação de árbitros
da própria UCI que será ministrado por uma pessoa formada
em arbitragem pela UCI).
Desta maneira, a CBMTB e suas filiadas estão
surgido como uma opção. Opção esta que não
tínhamos até o momento.
Tenham como exemplo as 05 associações, federações
e etc.. de boxe: é como se tivéssemos algumas "UCIS"
e respectivamente algumas Confederações Brasileiras. O
Popó foi campeão de 2 cinturões, uma unificação
e etc. Cabe a cada um saber qual a real importância para si.
Faremos um questionamento: O que o atleta ganha participando do ranking
da CBC? Uma vaga no pan? Uma vaga na WC? Este grupo está fechado
em, no máximo, 20 pilotos, sendo que apenas 01 ou 02 desse grupo
se beneficia com passagens e estadias, então, a escolha do oficial
ou não oficial, o uso desses "rótulos" cabem
apenas às pessoas que desconhecem a lei.
Oficial para quem? Para a UCI é a CBC. Para o bem do esporte
cabe a cada um fazer uma reflexão e dizer: “o oficial para
mim é a tal, que me ajuda, que faz algo pela modalidade, que
isso ou que aquilo, pois oficiais, tanto a CBC quanto a CBMTB são.
Oficial para o COB e UCI é a CBC. Oficial para nós são
aquelas que reconhecemos como entidade do nosso esporte. Nesse caso,
as duas são entidades oficiais, devidamente documentadas.
A FPMTB é contra a FPC?
Não, de maneira nenhuma. Ambas as instituições
são denominadas em seus estatutos como: “Entidade Estadual
de Administração Desportiva”, porém a FPC
é de Ciclismo (considerado de maneira geral) e a FPMTB é
de administração somente do Mountain Bike, focada nele.
O que somos contra é que a FPC continue sendo a responsável
pelo MTB somente por causa do repasse de verba governamental, da representatividade
e do poder político, mesmo não gostando e não realizando
provas de MTB, em detrimento as de ciclismo de estrada. Principalmente
porque as competições de MTB validadas no ranking da FPC
são, exclusivamente, de organizadores de eventos, não
havendo provas de organização e realização
da própria FPC para nossa modalidade.
O que queremos não é simplesmente ir contra, ou “puxar
o tapete” de ninguém, mas sim lutar pelo que é justo:
Fazer o MTB ser gerido por quem gosta, entende e respira MTB.
Como eu me filio a CBMTB e a Federação de Mountain Bike
do meu estado?
Para se filiar a CBMTB e as federações
estaduais de MTB é muito fácil e igual para todos. Adotamos
a internet como a ferramenta oficial para filiação dos
atletas, desta maneira extinguimos a possibilidade de falha das instituições
e facilitamos muito o processo, reduzindo as burocracias e a papelada.
A filiação é realizada no site da CBMTB, através
do link: http://www.cbmtb.com/filiacao.php
O processo de filiação é constituído de
duas etapas. A primeira etapa conta com um preenchimento parcial de
seus dados e, ao término, a opção de escolha da
forma de pagamento da anuidade.
Após a efetivação do pagamento da taxa de anuidade
de R$ 22,50 o filiado receberá um email com um link que iniciará
a segunda parte do cadastro, onde o sistema abre uma nova área
para preenchimento de dados, desta vez, solicitando outras informações
do filiado.
Só posso me filiar a CBMTB se eu for atleta?
Não. A CBMTB filia ciclistas, ou melhor,
bikers que praticam Mountain Bike tanto a nível profissional,
amador ou recreativo, que usam a bicicleta como transporte, lazer ou
esporte. Portanto, qualquer ciclista que quiser ter uma carteirinha
que o identifique como ciclista (além de fornecer outros inúmeros
benefícios) pode se filiar a CBMTB e a suas Federações
Estaduais.
Sou organizador de eventos e gostaria de me cadastrar na CBMTB, como
faço?
É muito simples e gratuito! Informe-se diretamente com a CBMTB
ou a Federação de MTB do seu estado. Para maiores informações
mande um email para adm@cbmtb.com e peça informações
de como se cadastrar como Organizador de Eventos da CBMTB.
Você receberá uma lista de documentos e pré-requisitos
necessários para efetuar e oficializar seu cadastro. Após
o cadastramento você receberá um login e uma senha que
lhe dará acesso a parte oficial do site, tendo acesso às
diretrizes, ofícios e pré-requisitos necessários
para organizar uma boa prova de MTB em sua cidade e região.
Como eu posso ajudar a melhorar o esporte que eu pratico?
Somente se envolvendo ou se comprometendo. E existe
uma diferença gritante entre ambas as maneiras, conforme relato
na história abaixo.
Quando nos servimos de um café da manhã no estilo americano,
com ovos e bacon, podemos verificar que tanto o porco quanto a galinha
estão neste contexto. A galinha está envolvida somente,
pois botou o ovo e “tirou o corpo fora”. Já o porco,
está totalmente comprometido com seu café da manhã,
pois, para você comer o bacon, ele literalmente “deu o couro”!
Nesse universo, precisamos de ambos os tipos de pessoas, tanto as envolvidas,
quanto as comprometidas. Porém, estas últimas são
jóias raras, difíceis de encontrar e, quando achadas,
muito mais valorizadas e inseridas elas serão, participando ativamente
de todos os acontecimentos do meio ou da entidade, no caso.
Se você quer ajudar o esporte filie-se. Esta é a primeira
coisa que tem de fazer para poder ser considerado parte das entidades
e passar a ter direitos perante elas. O resto são as obrigações
que todos os cidadãos deveriam ter, muitas vezes trazidas do
berço: critique, dê sugestões, participe de eventos,
lute por seus direitos de filiado e de cidadão, fiscalize, cobre,
exija! Somente assim, através do envolvimento e do comprometimento,
é que poderemos elevar nosso esporte ao nível dos outros
países que são potências mundiais.
Quais os benefícios que os filiados da FPMTB e CBMTB possuem?
Atualmente os ciclistas filiados a CBMTB possuem
os benefícios de um seguro de acidentes pessoais, fruto da parceria
firmada entre a CBMTB e a Agência de Seguros New Port, da Porto
Seguro.
Um benefício nunca visto anteriormente no nosso meio.
A FPMTB acabou de firmar uma parceria com o SEST/SENAT – Serviço
Social do Transporte / Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte,
provendo os filiados de uma série de benefícios médicos
e de opções de lazer do clube com um valor extremamente
reduzido (R$ 5,00 a mensalidade). Atualmente a parceria está
em fase embrionária, visando abranger todo o estado e, posteriormente,
estendendo-a a CBMTB, tendo atingimento em todo o território
nacional.
Já estamos estudando junto aos organizadores de eventos cadastrados
a CBMTB, que os atletas regularmente filiados a entidade, que forem
correr provas válidas pelo ranking (da CBMTB e de Federações
Estaduais de MTB) irão possuir descontos nas taxas de inscrições.
Também estamos estudando parcerias com lojistas, a fim de fornecer
descontos em compras aos filiados a CBMTB, e outras parcerias que beneficiarão
os ciclistas filiados que, breve, serão divulgadas.
São ações realizadas por profissionais do MTB para
os amantes do MTB, visando beneficiar primeiramente os atletas e o esporte
como um todo. O que você está esperando? Filie-se e confira!
Nossa parte estamos fazendo, falta agora a parte dos atletas para que
haja um rápido avanço no nosso esporte.
Contamos com vocês!
Clayton Palomares
Diretor Administrativo da CBMTB - Confederação Brasileira
de Mountain Bike
Fone/Fax: 55 19 3557-0992
adm@cbmtb.com // http://www.cbmtb.com
Presidente
FPMTB - Federação Paulista de Mountain Bike
http://www.cbmtb.com/sp
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