Carta de um leitor:
Está em curso uma onda de assaltos à
mão armada na USP por quadrilha especializada em bicicletas.
Eu fui assaltado no sabado, estava pedalando com
um amigo às 9h30 da manhã, um meliante armado com pistola
nos abordou, ameaçou com violência e risco de morte e levou
bicicleta, celular, relógio e nem 10R$ para táxi nos poupou.
Várias pessoas assistiram ao assalto, mas naturalmente ninguém
é bobo de reagir ou tomar ação.
A guarda universitária diz que nesta época
estão roubando 3 bicicletas por dia, muitas vezes com agressão
física de fato.
Pela descrição que realizei, a guarda universitária
disse conhecer o bandido, sabe o nome e disse que não pode fazer
nada, porque eles nem sequer circulam armados (os bandidos sim!).
Disseram ainda que esse bandido em especial já foi preso várias
vezes mas que infelizmente é liberado de imediato.
Não estamos falando de pequenos roubos de bicicletas caras.
Estamos falando de direitos civis, de vivibilidade, tema mais que atual!
A USP era um dos poucos lugares em São Paulo onde ainda se podia
praticar ciclismo ou corrida, com certa seguraça de não
ser atropelado por ônibus ou carro, no meio à pouca área
verde que nos resta e com a sensação de estarmos em país
com certa ordem e civilidade.
Como estrangeiro residente no Brasil, fico perplexo quando observo e
ainda mais quando sou protagonista de tamanho descaso com o cidadão.
Bastaria à Universidade colocar vigilância nas entradas,
mas dia após dia nada é feito, estamos cada vez mais reféns
de nós mesmos, fechados em casa, o oposto do resgate dos espaços
públicos para o cidadão que tanto nos faz falta.
Que adianta a Prefeitura inaugurar faixa ciclável? As pessoas
vão comprar bicicletas e vão pedalar na USP, achando ser
seguro, simplesmente… para serem atacadas.
Carlos Antunes - casado - 35 anos
Português
A Polícia Militar afirma ter conhecimento
sobre a ocorrência de crimes na região da USP e, muito
embora haja a Guarda Universitária, que é uma espécie
de segurança privada, mantém uma viatura exclusiva para
patrulhar o local.
"Considerando a presença da Guarda Universitária,
a Polícia Militar já está fazendo seu trabalho
no sentido de minimizar os crimes na Universidade. É importante,
também, que a comunidade faça sua parte, tomando algumas
precauções, como buscar circular em grupo, não
portar objetos de valor e mostrar atenção o tempo todo
para que não seja surpreendido", diz a Polícia Militar
em nota oficial.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública,
em muitas situações, as vítimas não registram
boletim de ocorrência e a polícia não toma conhecimento
dos crimes. Guaracy Moreira Filho, delegado do 93ºDP, afirma que,
recentemente, diversos ciclistas que frequentam a Cidade Universitária
foram ouvidos em um inquérito policial de acidente de trânsito
e nenhum deles relatou ter sido roubado na área.
A Secretaria de Segurança Pública orienta
que qualquer possível vítima de furto ou roubo registre
boletim de ocorrência para que as medidas cabíveis sejam
tomadas.
Segundo o Portal Terra, ao procurar a Guarda Universitária,
esta informou que apenas a coordenação do campus da USP
poderia responder sobre os roubos de bicicleta. Segundo a assessoria
de imprensa da USP, o coordenador do campus já foi comunicado
sobre o assunto.
Fonte: revistabikeaction.com.b/portalterra
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