O que é um energético?
Energéticos são bebidas à base
de cafeína e outras substâncias estimulantes, como a taurina
e a glucoronolactona, que potencializam a resposta do cérebro
aos estímulos, deixando o corpo mais ativo ou acelerado.
Sua fórmula faz com que a pessoa se sinta revigorada durante
algumas horas o que causa uma disposição aparente. Mas
a ação dos energéticos também tem efeito
rebote para o organismo.
"É um meio falso de restabelecer o pique. Passado o efeito,
você fica ainda mais cansado e sente os efeitos do estresse muscular",
explica o fisiologista Paulo Zogaib.
Quando consumidas em excesso, as substâncias estimulantes causam
ansiedade, agitação, cefaleia e, em alguns casos, apresentam
grau de toxidade questionável, como a taurina e a glucoronolactona.
"São substâncias que alteram o funcionamento de nosso
organismo de forma brusca, por isso devem ser ingeridas com moderação
e certa cautela", diz Zogaib.
Um energético hidrata o corpo?
Não, pelo contrário, é uma bebida
diurética, que faz o organismo eliminar líquido. Segundo
a nutricionista Roberta Stella, a principal característica dos
energéticos é aumentar a resistência física
devido à presença, principalmente, da cafeína.
"Eles não foram desenvolvidos visando à hidratação
e, por isso, não devem ser consumidos com esta finalidade, sendo
necessária a ingestão de água para obter uma boa
hidratação", explica.
Por que a combinação com álcool
é perigosa?
Quando são consumidos em combinação
com álcool, os energéticos provocam aumento da adrenalina,
palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida,
podem levar à desidratação já que os dois
são diuréticos. Segundo Paulo Zogaib, a combinação
do energético com o álcool é perigosa, porque leva
a excessos de ingestão de ambas as substâncias.
"O álcool é um depressor do sistema nervoso central
(ele retarda as respostas do cérebro aos estímulos), enquanto
o energético é um estimulante, por isso, quando ingerimos
álcool é preciso aumentar a dose de energéticos
para se alcançar o efeito de euforia. A pessoa que bebe a mistura
fica mais acelerada pela ação do estimulante e mais corajosa
pela ação do álcool, o que pode ser perigoso",
afirma o fisiologista Paulo Zogaib.
O energético tem a mesma função
dos isotônicos?
Não. Para a nutricionista Patrícia Ramos,
esta é uma substituição perigosa que pode levar
a problemas mais sérios como a desidratação. De
acordo com uma pesquisa realizada pela Unifesp, em dezembro de 2009,
20% das pessoas que bebem energéticos os consomem nas academias
como se fossem isotônicos.
Os energéticos foram criados para amenizar a sensação
de exaustão e cansaço, enquanto os isotônicos têm
o objetivo de repor a água e os sais minerais que perdemos após
uma atividade. "Os energéticos aceleram nosso cérebro
e nossas funções, camuflando a sensação
de cansaço. Já os isotônicos repõem nutrientes
importantes. Trocar um pelo outro pode comprometer a saúde e
o desempenho de quem não está atento a estas diferenças",
explica Patrícia.
Faz mal tomar o energético em jejum?
O risco de tomar um estimulante em jejum está
ligado a absorção de suas substâncias pelo organismo.
"Um energético ingerido em jejum pode comprometer as funções
do estômago e de todo o aparelho digestivo, além de potencializar
os efeitos da bebida na medida em que sua absorção se
torna mais rápida e os efeitos mais intensos", explica o
fisiologista.
Tomar só energético, sem combinar
com álcool, pode prejudicar a saúde?
O clínico geral explica que os energéticos,
quando consumidos sozinhos, também fazem mal e que, apesar de
serem muito mais perigosos quando combinados com bebidas e outras substâncias,
acabam comprometendo a saúde, mesmo quando consumidos isoladamente,
em função da alta dose de cafeína e de outros estimulantes.
Eles prejudicam o sono?
Sim. Em um primeiro momento você perde o sono
e fica acelerado, porém, segundo Paulo Zogaib, acabado o efeito,
o organismo precisa compensar as horas de sono perdidas e daí
a pessoa tende a dormir mais. "Você fica agitado por umas
horas e não dorme, depois, dorme demais para compensar o tempo
perdido", explica.
Há interações perigosas
com medicamentos?
Sim. O resultado da combinação de energético
com medicamentos pode ser bastante prejudicial ao organismo. Se a pessoa
já tem algum problema de saúde, tende a piorar. O uso
isolado de estimulantes já altera as funções do
organismo. "Se o remédio também for estimulante,
por exemplo, poderá haver uma inibição de seu efeito",
diz Zogaib.
Vicia o organismo a ponto de perder o efeito?
Sim. Assim como os demais estimulantes químicos
(cafeína ou drogas, como a cocaína, dentre outros), eles
deixam de fazer efeito se tiverem o uso for contínuo e a pessoa
passa a ingerir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo resultado.
"Isso varia muito de pessoa a pessoa, mas em geral, o corpo acostuma
e pede cada vez mais. Vira um círculo vicioso grave", explica
Paulo.
fonte: minhavida.com.br/mtbnoticias.blogspost.com
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