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Tour de France - saiba um pouco mais

19/07/2010



Mais tradicional competição de ciclismo do planeta, a Volta da França chega à sua 97ª edição neste ano.

Realizada entre Roterdã, na Holanda, e Paris, capital francesa, a prova totaliza 3.642 km - divididos em 20 etapas.

Admirados, seus vencedores se tornam não apenas campeões, mas também heróis para os fãs do ciclismo.



Saiba mais sobre a prova.

Tecnologia de ponta nas bicicletas

Confira os detalhes de um equipamento de primeira linha usado para a competição. O preço é salgado



Tecnologia de ponta e preço nas alturas


Pedalar pode ser uma atividade de lazer bem barata. Mas quando se fala em esporte e profissionalismo tudo muda de figura. Afinal para ter performance é preciso ter tecnologia e isso custa caro. As bicicletas para competições de estrada como o Tour de France chegam a custar entre 20.000 e 32.000 reais no Brasil. Segundo as regras internacionais, elas devem pesar no mínimo 6,7 quilos – mas já há modelos com quase metade deste peso, o que leva os ciclistas a usarem lastros.

O pacote de competição tem preços que elevam muito o custo para quem quiser se aventurar a pedalar nestes moldes. O par de sapatilha top de linha custa 1.200 reais – com solado em fibra de carbono. Um par de luvas chega a 150 reais, e os óculos custam entre 400 e 900 reais. Os capacetes podem ser para estrada ou para uso em provas contra o relógio (em forma de gota, mais aerodinâmico): custam 800 e 1.000 respectivamente.

veja mais em : veja.abril

Pedalando pela Europa

A prova ciclística corta três países e passa por algumas das mais belas paisagens do continente


Rota de 3.642 km passa por três países

Considerada uma das mais importantes prova do ciclismo, o Tour de France está na sua 97º edição. Durante 23 dias de competição, com apenas dois de descanso, 22 equipes (198 atletas) passarão por belíssimas paisagens num percurso de 3.642 quilômetros.

Com uma média de 182 km pedalados por etapa, a prova tem nove etapas com percursos planos, seis com montanhas elevadas – três com chegadas ao cume – , quatro com subidas médias, e uma etapa individual contra o relógio. Os atletas pedalam por três países: França, Holanda e Bélgica.


O significado das camisas coloridas - As peças revelam aptidões dos competidores


No Tour de France acontece um fenômeno que em outros esportes poderia ser considerado sacrilégio: as equipes torcem para que seus atletas troquem a cor de seus uniformes.



A cada etapa, quatro atletas correm atrás de camisas com cores que representam liderança em algum quesito na competição. Mas elas mudam só a cor e mantêm as características das usadas por todos os ciclistas de estrada: são em tecido ‘inteligente’, com características térmicas – mais quente no frio e mais fresco no calor – e evitam que o atleta fique encharcado de suor. E, claro, tecnologia tem preço: no Brasil, uma bermuda ou camiseta deste tipo custa em média 250 reais.

As cores das camisetas mais cobiçadas no Tour de France:

A camiseta amarela
A camiseta amarela (“maillot jaune”) é atribuída ao primeiro corredor em tempo individual na classificação geral e é a camiseta de maior prestígio no Tour de France. Ela foi criada em 1919, em referência ao papel amarelo do jornal L’Auto.

É atribuída calculando-se o tempo total gasto por cada corredor, isto é, adicionando-se os tempos de cada etapa. O corredor com o menor tempo é considerado o líder no momento, e, ao final do evento, é declarado o vencedor geral do Tour de France.

A camiseta verde
A camiseta verde (“maillot vert”) foi criada em 1953, em comemoração aos 50 anos do primeiro Tour de France, e é atribuída ao primeiro corredor na classificação individual por pontos (sprints). Ao final de cada etapa, ganham-se pontos quando se termina a etapa nos primeiros lugares. O número de pontos depende do tipo de etapa – mais pontos se a etapa for plana, um pouco menos se for intermediária, ainda menos se for de montanha e o mínimo em etapas contra o relógio.

Também atribuem-se uns poucos pontos ao corredor que alcança primeiro certos pontos intermediários, assim como um bônus em segundos para o concurso da camiseta amarela, mas são geralmente tão poucos que não representam muita coisa no resultado final. No entanto, têm um papel preponderante durante a primeira semana, antes das etapas de montanha, quando os corredores estão relativamente próximos na classificação geral.

A camiseta branca com bolas vermelhas
A camiseta branca com bolas vermelhas (“maillot à pois”) é atribuída ao primeiro corredor na classificação em etapas de montanha; no topo de cada montanha do Tour, atribuem-se pontos aos primeiros a chegar no topo.

As subidas são classificadas em categorias de 1 (mais difícil) a 4 (menos difícil) de acordo com seu grau de dificuldade, onde são levados em conta o declive e o comprimento da subida. Uma quinta categoria, chamada categoria especial, é reservada às montanhas ainda mais difíceis que as da primeira categoria.

O primeiro corredor em uma subida de quarta categoria recebe 5 pontos, enquanto o primeiro de uma subida categoria especial recebe 40. Em uma subida de quarta categoria, somente o 2° e o 3° colocados, além do primeiro, ganham pontos. Em uma subida de categoria especial, os 15 primeiros são recompensados.

Apesar de o melhor ciclista em montanha ser distinguido desde 1933, foi somente em 1975 que a camiseta branca com pontos vermelhos foi introduzida para identificá-lo. As cores foram decididas pelo patrocinador da época, Chocolates Poulain, para combinar com um de seus produtos mais populares.

A camiseta branca
A camiseta branca (“maillot blanc”) segue os mesmos critérios da camiseta amarela, mas somente disputada por corredores com idade máxima de 25 anos em 31 de dezembro do ano em questão.

A categoria, criada em 1975, introduzida como forma de reconhecer o desempenho dos ciclistas mais jovens, foi temporariamente extinta em 1998, mas novamente reintroduzida pouco tempo depois. Poucos são os competidores que se podem orgulhar de ter vestido as camisetas amarela e branca no mesmo ano.

Equipe - Pedaladas em grupo rumo à vitória - Os diferentes papeis dos ciclistas de um time

Apesar de as equipes terem nove atletas, o vencedor é apenas um, denominado capitão. Geralmente é o atleta que tem, na média, as qualidades necessárias a cada um dos especialistas dentro da equipe. É por ele que todos trabalham, para que seja o vencedor, e tenha os melhores resultados em cada etapa.

As funções de cada atleta dentro da equipe:

Contra-relógio - É o especialista em prova de velocidade. Os atletas saem um a um, percorrem um trecho, normalmente menor que os demais, e somam pontos de acordo com o tempo do percurso. Este especialista tem de misturar as características de velocista às de um passista.

Escalador – É atleta que tem melhor performance em subidas de montanhas. Nesta situação, o ciclista precisa ter mais força que velocidade, pois a possibilidade de sprints é pequena.

Passistas – Ficam na frente dos outros ciclistas, e são especialistas em manter o ritmo do pelotão por várias horas, nas provas longas.

Velocista - É o atleta que atinge grandes velocidades, mas não consegue mantê-las por muito tempo. Mesmo depois de muitos quilômetros de prova, têm fôlego para uma explosão na reta de chegada – o chamado sprint.

Glossário - Os termos mais comuns do esporte

Rodeiro, pelotão, sprint, fuga...


Andar na roda – Quando um ciclista anda colado em outro, quase encostando roda com roda.

Ataque – Aceleração rápida e repentina para ultrapassar os adversários ou para dar inicio a uma fuga.

Escalão – Formação aerodinâmica que os ciclistas fazem para enfrentar a resistência do vento.

Forçar o passo – Pedalar mais rápido para fazer o grupo aumentar a velocidade.

Fuga ou escapada - Quando um ou mais ciclistas tentam fugir do pelotão, para abrir vantagem em tempo.

Linha de ritmo - Quando os ciclistas andam em fileiras, visando melhorar a eficiência aerodinâmica. Cada ciclista fica um curto período na primeira posição, e depois vai para o fim da fila, onde aproveitará melhor o vácuo – sem a resistência do ar.

Pelotão - Grupos com vários ciclistas muito próximos.

Ponte – Momento em que os atletas deixam o pelotão para se juntar a um grupo à frente.

Quebra – Quando um ou mais ciclistas deixam o grupo principal para trás.

Rodeiro - Aquele que só aproveita o vácuo, sem nunca puxar a fila.

fonte: veja.abril.com

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