
Mais tradicional competição
de ciclismo do planeta, a Volta da França chega à sua
97ª edição neste ano.
Realizada entre Roterdã, na Holanda, e Paris, capital
francesa, a prova totaliza 3.642 km - divididos em 20 etapas.
Admirados, seus vencedores se tornam não apenas campeões,
mas também heróis para os fãs do ciclismo.
Saiba mais sobre a prova.
Tecnologia de ponta nas bicicletas
Confira os detalhes de um equipamento de primeira linha usado
para a competição. O preço é salgado
Tecnologia de ponta e preço nas alturas
Pedalar pode ser uma atividade de lazer bem barata.
Mas quando se fala em esporte e profissionalismo tudo muda de figura.
Afinal para ter performance é preciso ter tecnologia e isso custa
caro. As bicicletas para competições de estrada como o
Tour de France chegam a custar entre 20.000 e 32.000 reais no Brasil.
Segundo as regras internacionais, elas devem pesar no mínimo
6,7 quilos – mas já há modelos com quase metade
deste peso, o que leva os ciclistas a usarem lastros.
O pacote de competição tem preços
que elevam muito o custo para quem quiser se aventurar a pedalar nestes
moldes. O par de sapatilha top de linha custa 1.200 reais – com
solado em fibra de carbono. Um par de luvas chega a 150 reais, e os
óculos custam entre 400 e 900 reais. Os capacetes podem ser para
estrada ou para uso em provas contra o relógio (em forma de gota,
mais aerodinâmico): custam 800 e 1.000 respectivamente.
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Pedalando pela Europa
A prova ciclística corta três países e passa por
algumas das mais belas paisagens do continente
Rota de 3.642 km passa por três países
Considerada uma das mais importantes prova do ciclismo, o Tour de France
está na sua 97º edição. Durante 23 dias de
competição, com apenas dois de descanso, 22 equipes (198
atletas) passarão por belíssimas paisagens num percurso
de 3.642 quilômetros.
Com uma média de 182 km pedalados por etapa, a prova tem nove
etapas com percursos planos, seis com montanhas elevadas – três
com chegadas ao cume – , quatro com subidas médias, e uma
etapa individual contra o relógio. Os atletas pedalam por três
países: França, Holanda e Bélgica.
O significado das camisas coloridas - As peças revelam aptidões
dos competidores
No Tour de France acontece um fenômeno que em outros esportes
poderia ser considerado sacrilégio: as equipes torcem para que
seus atletas troquem a cor de seus uniformes.
A cada etapa, quatro atletas correm atrás de camisas com cores
que representam liderança em algum quesito na competição.
Mas elas mudam só a cor e mantêm as características
das usadas por todos os ciclistas de estrada: são em tecido ‘inteligente’,
com características térmicas – mais quente no frio
e mais fresco no calor – e evitam que o atleta fique encharcado
de suor. E, claro, tecnologia tem preço: no Brasil, uma bermuda
ou camiseta deste tipo custa em média 250 reais.
As cores das camisetas mais
cobiçadas no Tour de France:
A camiseta amarela
A camiseta amarela (“maillot jaune”) é atribuída
ao primeiro corredor em tempo individual na classificação
geral e é a camiseta de maior prestígio no Tour de France.
Ela foi criada em 1919, em referência ao papel amarelo do jornal
L’Auto.
É atribuída calculando-se o tempo total
gasto por cada corredor, isto é, adicionando-se os tempos de
cada etapa. O corredor com o menor tempo é considerado o líder
no momento, e, ao final do evento, é declarado o vencedor geral
do Tour de France.
A camiseta verde
A camiseta verde (“maillot vert”) foi
criada em 1953, em comemoração aos 50 anos do primeiro
Tour de France, e é atribuída ao primeiro corredor na
classificação individual por pontos (sprints). Ao final
de cada etapa, ganham-se pontos quando se termina a etapa nos primeiros
lugares. O número de pontos depende do tipo de etapa –
mais pontos se a etapa for plana, um pouco menos se for intermediária,
ainda menos se for de montanha e o mínimo em etapas contra o
relógio.
Também atribuem-se uns poucos pontos ao corredor
que alcança primeiro certos pontos intermediários, assim
como um bônus em segundos para o concurso da camiseta amarela,
mas são geralmente tão poucos que não representam
muita coisa no resultado final. No entanto, têm um papel preponderante
durante a primeira semana, antes das etapas de montanha, quando os corredores
estão relativamente próximos na classificação
geral.
A camiseta branca com bolas vermelhas
A camiseta branca com bolas vermelhas (“maillot
à pois”) é atribuída ao primeiro corredor
na classificação em etapas de montanha; no topo de cada
montanha do Tour, atribuem-se pontos aos primeiros a chegar no topo.
As subidas são classificadas em categorias de
1 (mais difícil) a 4 (menos difícil) de acordo com seu
grau de dificuldade, onde são levados em conta o declive e o
comprimento da subida. Uma quinta categoria, chamada categoria especial,
é reservada às montanhas ainda mais difíceis que
as da primeira categoria.
O primeiro corredor em uma subida de quarta categoria
recebe 5 pontos, enquanto o primeiro de uma subida categoria especial
recebe 40. Em uma subida de quarta categoria, somente o 2° e o 3°
colocados, além do primeiro, ganham pontos. Em uma subida de
categoria especial, os 15 primeiros são recompensados.
Apesar de o melhor ciclista em montanha ser distinguido
desde 1933, foi somente em 1975 que a camiseta branca com pontos vermelhos
foi introduzida para identificá-lo. As cores foram decididas
pelo patrocinador da época, Chocolates Poulain, para combinar
com um de seus produtos mais populares.
A camiseta branca
A camiseta branca (“maillot blanc”)
segue os mesmos critérios da camiseta amarela, mas somente disputada
por corredores com idade máxima de 25 anos em 31 de dezembro
do ano em questão.
A categoria, criada em 1975, introduzida como forma
de reconhecer o desempenho dos ciclistas mais jovens, foi temporariamente
extinta em 1998, mas novamente reintroduzida pouco tempo depois. Poucos
são os competidores que se podem orgulhar de ter vestido as camisetas
amarela e branca no mesmo ano.
Equipe - Pedaladas em grupo rumo à
vitória - Os diferentes papeis dos ciclistas de um time
Apesar de as equipes terem nove atletas, o vencedor
é apenas um, denominado capitão. Geralmente é o
atleta que tem, na média, as qualidades necessárias a
cada um dos especialistas dentro da equipe. É por ele que todos
trabalham, para que seja o vencedor, e tenha os melhores resultados
em cada etapa.
As funções de cada atleta dentro
da equipe:
Contra-relógio
- É o especialista em prova de velocidade. Os atletas saem um
a um, percorrem um trecho, normalmente menor que os demais, e somam
pontos de acordo com o tempo do percurso. Este especialista tem de misturar
as características de velocista às de um passista.
Escalador – É
atleta que tem melhor performance em subidas de montanhas. Nesta situação,
o ciclista precisa ter mais força que velocidade, pois a possibilidade
de sprints é pequena.
Passistas – Ficam
na frente dos outros ciclistas, e são especialistas em manter
o ritmo do pelotão por várias horas, nas provas longas.
Velocista - É
o atleta que atinge grandes velocidades, mas não consegue mantê-las
por muito tempo. Mesmo depois de muitos quilômetros de prova,
têm fôlego para uma explosão na reta de chegada –
o chamado sprint.
Glossário - Os termos mais comuns do
esporte
Rodeiro, pelotão, sprint, fuga...
Andar na roda –
Quando um ciclista anda colado em outro, quase encostando roda com roda.
Ataque – Aceleração
rápida e repentina para ultrapassar os adversários ou
para dar inicio a uma fuga.
Escalão –
Formação aerodinâmica que os ciclistas fazem para
enfrentar a resistência do vento.
Forçar o passo
– Pedalar mais rápido para fazer o grupo aumentar a velocidade.
Fuga ou escapada -
Quando um ou mais ciclistas tentam fugir do pelotão, para abrir
vantagem em tempo.
Linha de ritmo - Quando
os ciclistas andam em fileiras, visando melhorar a eficiência
aerodinâmica. Cada ciclista fica um curto período na primeira
posição, e depois vai para o fim da fila, onde aproveitará
melhor o vácuo – sem a resistência do ar.
Pelotão - Grupos
com vários ciclistas muito próximos.
Ponte – Momento
em que os atletas deixam o pelotão para se juntar a um grupo
à frente.
Quebra – Quando
um ou mais ciclistas deixam o grupo principal para trás.
Rodeiro - Aquele que
só aproveita o vácuo, sem nunca puxar a fila.
fonte: veja.abril.com
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