Atleta disputou nove edições da competição
O atleta Edivando Souza Cruz participou no último
final de semana do Campeonato Mundial de Mountain Bike, que aconteceu
na cidade de Mont Saint-Anne, no Canadá.
Competindo com os maiores atletas do MTB de todo o planeta,
o atleta de Ilhabela ficou com a 59ª colocação na
classificação final. O circuito é uma das referências
em provas de cross country, sediando o Mundial pela segunda vez e por
várias vezes etapas da Copa do Mundo.
foto: Mauricio Brandão
Veja abaixo o depoimento de Vando:
"Foi umas das provas mais difíceis de que
já participei . De 2005 pra cá estive em quase todos os
Mundias e achei esta a pista mais dura dos últimos anos. Apesar
de ter competido aqui em 2007, este ano estava mais travada. Também
choveu muito na noite anterior à prova e durante a manhã
e, com isso, o piso ficou mais pesado em alguns trechos e escorregadio
em algumas descidas. Durante a largada o tempo abriu novamente, depois
voltou a chover e parou novamente... Com isso a pista mudava e exigiu
mais ainda na parte de pilotagem.
Alinhei na quinta fila entre os 60 e fiz uma boa largada.
Logo no meio do start loop consegui me colocar entre os 30 primeiros,
mas quando chegamos na trilha começou o empurra bike e perdi
algumas posições. Neste momento me preocupei em não
cair e passar estes trechos e então seguir no ritmo. Logo na
segunda volta comecei a sentir dor nas costas e senti que meu rendimento
caiu também nas subidas. Com isso me concentrei para me manter
na prova, pois vinha bem colocado.
Depois da muita batalha conquistei a 59º colocação.
Graças a Deus não tive nenhuma queda nem problemas com
equipamento e o resultado ficou dentro de uma média em relação
aos outros anos. Creio que nesta temporada foi muito importante a participação
nas provas internacionais, pois as pistas são muito mais técnicas
que as do Brasil. É bom se atualizar, se não ficamos mal
acostumados a competir prova rápidas em que conta muito a parte
física; no Canadá é preciso muita técnica
e também trabalhamos a musculatura de uma forma diferente.
No dia seguinte à prova acordei com dores na
panturrilha e tronco, por tanto fazer força na parte de descida,
em posições mais inclinadas, por isso também as
pernas chegam a travar um pouco durante a prova.
Agora é seguir em frente e se preparar para as
próximas provas. Fiquei muito feliz que na somatória do
meu resultado junto com o do Rubens Donizete e Ricardo Pscheidt, alcançamos
a 11º colocação no ranking de nações
neste mundial. Isso é uma motivação para nós
sabermos que temos condições de estar bem classificados
dentro do critério da UCI, em que pontuam os 3 melhores classificados
de cada nação por prova.
A experiência de estar no Canadá por uma
semana foi muito proveitosa. Além de andar na pista da prova,
também tive oportunidade de treinar em várias trilhas
da região. Outro ponto legal é estar ao lado de grandes
nomes do nosso esporte, como Julian Absalon, Nino Shurter e José
Hermida, que venceu a prova este ano.
Gostaria de agradecer aos meus patrocinadores
e apoiadores (ProShock, Scott, Vzan e Santa Rita Iluminação,
Shimano, Pro, Maxxis, Calypso, HE Treinamento Esportivo, Joe’s
No Flats e Ryders) e a Confederação Brasileira de Ciclismo
(patrocínio Banco do Brasil), responsável pela delegação
brasileira no Canadá.”
fonte: pedal
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