Sustentabilidade sobre duas rodas
Ela tem consumo zero de combustível, é
econômica, não polui, garante saúde e bem estar
psicológico para seus adeptos e, se bem cuidada, pode durar até
20 anos. Diante de todos os esses benefícios, a bicicleta é
considerada pela Organização das Nações
Unidas (ONU) o veículo mais sustentável do planeta.
No dia mundial sem carro, comemorado dia 22 de setembro,
a magrela aparece como uma opção de transporte sustentável
para desatar os nós do caos viário tão comum nas
grandes metrópoles. Apesar disso, muitos países ainda
não concedem uma atenção especial ao veículo
em suas políticas públicas de mobilidade. Outros, ao contrário,
já estão bem adiantados.
Uma pesquisa do site Askmen revelou quais são
as dez cidades mais bem preparadas para se pedalar. O levantamento levou
em conta políticas públicas de planejamento urbano e a
cultura de cada região.
Em Amsterdã, bicicleta
é como carro
As bicicletas são parte fundamental da identidade holandesa e
respondem por 40% das locomoções diárias da população.
Em Amsterdã, pedala-se para ir à escola, ao trabalho,
à padaria perto de casa e até mesmo para sair à
noite e tomar alguns drinks.
O uso desse veículo sustentável é
tão disseminado por lá que os moradores chegam a medir
a distância de um lugar para outro baseado nos minutos que levam
para fazer a travessia de bike. Nas ruas, o trânsito está
todo adaptado para o tráfego sobre duas rodas - com ciclovias,
corredores compartilhados, postos de aluguel e de guarda e até
sinais especiais -, que é resultado de um trabalho sistemático,
iniciado no final da década de 70.
Copenhagen: a pioneira em
aluguel de bikes
Copenhagen foi a primeira cidade no mundo a promover o empréstimo
público de bicicletas, um modelo que depois se espalhou por vários
países da Europa e da América. A capital da Dinamarca,
que afirma ter mais bicicletas que seus 510 mil moradores, apresenta
uma taxa elevada de uso da magrela.
Cerca de 40% de sua população pedala diariamente
entre idas e vindas de casa ao trabalho, da escola para o cinema, do
parque para a casa de um amigo, e vice-versa. Quem cansar de pedalar
e quiser completar o caminho de ônibus e metrô levando a
magrela também pode, basta pagar uma taxa equivalente a R$5.
Bogotá tem a maior
malha cicloviária da América Latina
Já se vão 35 anos desde a implementação
da primeira ciclovia de Bogotá, na Colômbia. Hoje a cidade
possui a maior malha cicloviária da América Latina: são
350 quilômetros de vias destinadas ao tráfego de bicicletas.
Aos domingos das 7h às 14h, outros 110 quilômetros
de ruas são abertos apenas para bicicletas como parte do programa
Ciclovia. Além da invasão das magrelas, as ruas são
tomadas por programas culturais, como aulas de rumba e ambulantes vendendo
lanches. Bem sucedida, a experiência da cidade colombiana - onde
apenas 13 % da população possui carros - tem inspirado
planejadores urbanos em todo o mundo.
Além dos BRT´s:
Curitiba quer mais 300 km de ciclovias
A cidade brasileira considerada modelo em mobilidade urbana por seu
sistema de BRT´s ocupa a quarta colocação no ranking
das melhores para se pedalar. Curitiba possui 120km de ciclovia para
1,8 milhões de habitantes. Dados de um levantamento do Instituto
de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), com 2.825 pessoas,
revelam que 86% dos ciclistas usam a bicicleta para ir e voltar do trabalho.
No geral, o veículo tem participação
de 5% entre os modais de transporte na capital paranaense, enquanto
que os transportes públicos respondem por 45%. O Plano de Mobilidade
da cidade de 2009 prevê a implementação no curto
e médio prazos de outros 300 quilômetros de ciclovias.
Cinco mil bikes de aluguel
à disposição em Montreal
Em Montreal, bicicleta é coisa séria. A cidade canadense
é a primeira da América do Norte a adotar um sistema público
de aluguel de bicicleta - o BIXI (junção das palavras
bicicleta e táxi). Atualmente, o programa conta com mais de 5000
bicicletas disponíveis para locação em mais de
400 estações.
Os adeptos da magrela têm à disposição
uma vasta rede de 600 km de ciclovias espalhadas por toda a ilha. Recentemente,
Montreal investiu 134 milhões de dólares para renovar
suas ciclovias e deixá-las mais seguras para os ciclistas.
Moradores de Portland, nos
EUA, desfilam bikes nada usuais
Ao noroeste dos Estados Unidos, em Oregon, localiza-se aquela que é
considerada pela League of American Bicyclists a melhor cidade norte-americana
para andar de bicicleta. Com mais de 480 km de ciclovias, Portland possui
um programa comunitário oficial que disponibiliza bicicletas
aos cidadãos de renda mais baixa. Todas são equipadas
com capacete, cadeado, bomba para encher pneu, mapas e capas de chuva,
acessórios indispensáveis para garantir a segurança
do "motorista" .
Cerca de 9% de seus habitantes usam a bicicleta em seus
deslocamentos diários. A cidade possui até um programa
oficial para mulheres, o Women on Bikes, voltado para assuntos como
a manutenção de um pneu furado e técnicas de limpeza,
além de uma competição anual para bicicletas de
carga customizadas.
Basiléia oferece estacionamento exclusivo
para as ´velos´
Em 7º lugar no ranking das melhores cidades para andar de bike,
surge Basileia, na Suíça. A cidade possui ciclovias, estacionamentos
e faixas exclusivas para ciclistas, no lado esquerdo da via, com sinalização
adequada e mapas com as melhores rotas.
Existem também ciclovias que ligam Basileia a
outras partes da Suíça, ou seja, dá até
pra viajar na magrela por lá. Mesmo saindo da zona urbana para
ir em direção a outras cidades, os ciclistas contam com
segurança e sinalização. Apesar dos altos e baixos
do relevo suíço, a bicicleta é utilizada em 23%
dos deslocamentos diários realizados pelos 230 mil habitantes
de Basileia.
Barcelona completa 3 anos de Bicing
Em 8º lugar ficou a espanhola Barcelona, conhecida pelo Bicing,
o programa de aluguer de bicicletas lançado em 2007 que empresta
bicicletas em cerca de 100 postos espalhados por toda a cidade. Com
um cartão, o usuário pode emprestar uma bike em um dos
postos e devolver em qualquer outro. Além de uma ciclovia que
rodeia toda a área metropolitana da cidade, chamado de “anel
verde”, existem 3250 vagas de estacionamento para bicicletas na
rua e garagens subterrâneas.
Bicicleta, em Pequim, é
antídoto contra engarrafamento
A capital chinesa, Pequim, tem uma grande tradição na
utilização da bicicleta, mas o boom econômico chinês
deu à população o poder de compra para adquirir
um carro. No entanto, o excesso de veículos tornou o trânsito
caótico e os deslocamentos mais lentos. Para fugir dos congestionamentos,
a população retomou o velho hábito de andar de
bicicleta de um lado para o outro da cidade.
Hoje, existem cerca de 10 milhões de bikes que
se espalham por toda Pequim e geram emprego para milhares de vendedores,
borracheiros, guardadores e outros funcionários do ramos das
bicicletas. Um modelo comum pode ser alugado por aproximados R$ 2,00.
EmTrondheim, suba ladeira de elevador
Por fim, no 10º lugar da lista, mais uma cidade escandinava: Trondheim,
na Noruega. Segundo o website inglês, cerca de 18% da população
utiliza a bicicleta diariamente como meio de transporte, apesar da íngremes
subidas citadinas. Na verdade, altura não chega a ser um problema
por lá.
Em Trondheim existem ‘elevadores’ (em destaque)
para as bikes que levam os ciclistas ladeira a cima. O primeiro foi
inaugurado em 1993. Basta colocar um dos pés no suporte metálico
que, guiado por um trilho, empurra o ciclista ladeira acima. A velocidade
varia entre 4km e 5Km, o que o torna seguro para todas as idades.
fonte: Revista Exame
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