Os seis dias e 565 quilômetros
da primeira edição da Claro Brasil Ride podem ter sido
muito para os ciclistas – que terminaram extenuados e felizes
por terem completado o último dia –, mas para a organização
da prova, o percurso pode aumentar.
De acordo com o diretor Mario Roma, a ideia para a edição
2011 é adicionar uma etapa, e quilometragem. “Quero crescer
para 700 quilômetros em sete dias”, adianta. Se concretizada,
a medida irá aproximar ainda mais a prova aos moldes da Cape
Epic, uma das principais corridas de MTB do mundo, conhecida pelos cerca
de 900 quilômetros em nove dias, na África do Sul.
O crescimento não para por aí. Roma pretende
ainda tornar a prova parte do calendário de maratonas da União
Ciclística Internacional (UCI), e com isso aumentar o valor da
prova no continente. “Espero com isso trazer mais sul-americanos.
Será a única oportunidade no continente de participar
de um evento que pontua sete vezes para o ranking da UCI, já
que cada etapa será considerada uma maratona”, explica
o diretor.
A proximidade das Olimpíadas e o “Brasil
na moda” dos esportes nos próximos anos também são
fatores em que Roma se apóia para o aumento de estrangeiros na
competição. “Creio que com a repercussão
lá na Europa dessa primeira edição, ano que vem
mais ciclistas do continente compareçam. Vai ser como a descoberta
de um novo point de surfe, o mundo todo irá voltar os olhos para
andar de bike no Brasil”, aposta.
Caso as previsões se concretizem, Roma tem também
planejado um número máximo de atletas na competição,
500 duplas. “Mais que isso compromete a qualidade das trilhas
e estrutura possível na competição”, explica.
A edição 2010 largou com 108 euipes.
Temporada 2011 - O
organizador português termina a temporada 2010 com cinco etapas
realizadas da prova de estrada Claro 100k, e a primeira edição
da Brasil Ride. Para o próximo ano, a ideia é fazer apenas
três etapas da 100k, no primeiro semestre, “e dedicar o
segundo semestre apenas para a Brasil Ride”, conclui Mario Roma.
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