O Ministério Público
do Rio Grande do Sul denunciou (acusou formalmente) o funcionário
do Banco Central Ricardo Neis, 47, por tentar matar 17 ciclistas ao
atropelá-los, em fevereiro, em Porto Alegre.
A denúncia foi apresentada ao Judiciário
na tarde desta segunda-feira e coincide com as conclusões do
inquérito da Polícia Civil.
O caso gerou forte comoção na capital
gaúcha porque as vítimas participavam de uma pedalada
organizada pelo grupo Massa Crítica, que defende o uso de bicicletas
no trânsito.
Para a promotora Lúcia Callegari, as 17 tentativas
de homicídio foram triplamente qualificadas, isto é, agravadas
por três circunstâncias: o motivo dos crimes foi considerado
fútil, o motorista pôs em perigo a todos que estavam na
rua e as vítimas não tiveram chance de defesa porque foram
atingidas pelas costas.
A tese da Promotoria que sustenta a acusação
de tentativa de homicídio se sustenta no entendimento de que
Neis, ao acelerar seu carro contra uma massa de ciclistas, deu início
ao ato de matar, mas as vítimas se salvaram porque usavam equipamentos
de segurança e foram socorridas com rapidez.
Segundo nota divulgada pelo Ministério Público,
a promotora atribuiu a Neis "extremo egoísmo e individualismo"
porque teria se recusado a esperar que os ciclistas desobstruíssem
a rua José do Patrocínio, onde ocorreu o incidente.
A Justiça decretou sua prisão preventiva
no início deste mês, e ele está no Presídio
Central de Porto Alegre.
fonte: folha.com.br
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