
Conheça a linguagem da tribo!
Este documento traz alguns dos principais
termos utilizados no universo da bike, entre gírias e expressões
técnicas.
A
Alicates: Freios. Soltar os alicates: Liberar os freios,
acelerar.
Aéreo ou Aerial: Ato de levantar as duas rodas
da bicicleta sem auxílio de rampas. Manobra utilizada para transpor
pequenos obstáculos.
Aperto rápido: Veja "Blocagem" .
Altimetria: Medição dos aclives e declives
de um determinado percurso, em metros. Pode ser representada por gráficos,
e traz uma informação visual sobre a dificuldade do percurso.
Ataque: Aceleração repentina de um ciclista
ou de uma equipe, em provas de estrada, principalmente em etapas de
subida de serra. O ataque pode ser efetivo ou apenas um blefe, com o
intuito de atrapalhar a estratégia de corrida dos outros competidores.
B
Bomba: Aditivo energético ilícito, doping.
Bar-end ou Bar-hand: Extensões colocadas aos
guidões de mountain bike, com o intuito de auxiliar em subidas
ou variar a pegada das mãos, diminuindo o cansaço muscular
e formigamentos.
Barra: Guidão de mountain bike.
Blocagem: Dispositivo de trava rápida que prende
a roda ao quadro. Também conhecido como "quick-release"
ou "aperto rápido". Foi inventado nos anos de 1930
pelo italiano Tulio Campagnolo, fundador da tradicional fábrica
que leva seu nome. Naquela época, as rodas traseiras possuíam
uma única marcha. Com o passar do tempo, os ciclistas passaram
a utilizar, em uma mesma roda, dois pinhões, um de cada lado
do cubo, permitindo o uso de mais uma marcha, mais leve, apenas para
as subidas mais difíceis. Entretanto, para trocar de marcha,
era necessário parar no sopé da subida, para retirar a
roda do quadro e recolocá-la invertida, o que levava tempo. Tulio
Campagnolo desenvolveu um sistema de blocagem que permitia a rápida
retirada e remontagem da roda no quadro, agilizando o processo. Este
sistema de fixação permanece inalterado até hoje.
C
Comprar terreno: Cair
Clip: Tipo de pedal que se prende à sapatilha
por meio de travas mecânicas. Trata-se de uma derivação
de "Clipless", o verdadeiro nome deste sistema.
Caramanhola: Garrafa plástica para transporte
de água ou complementos líquidos.
Clincher: Tipo de pneu para ciclismo de estrada. É
formado de duas partes distintas, carcaça e câmara de ar.
Por permitir uma manutenção mais fácil, substituiu
os tubulares no dia-a-dia do ciclista, restringindo-os às competições
de alto nível (veja "Tubular").
Cáliper: Componente que, através de pinças,
trava o rotor nos freios à disco, parando assim a bicicleta.
Podem ter o acionamento mecânico ou hidráulico.
Clássicas: Tradicionais provas de um dia de duração
disputadas na Europa. Flèche-Walone, Paris-Roubaix, Tour de Flandres
e Liége-Bastogne-Liége são alguns exemplos. As
grandes voltas, como o Tour de France, não figuram no rol das
"clássicas".
Caça-foice: Ver "Pangaré".
Cerra-fila: O último ciclista de um pelotão.
Critérium: Modelo de competição
em circuito fechado, onde a cada volta os últimos ciclistas são
retirados da prova.
Casco: Capacete.
Contra-relógio: Também chamadas de "Time
Trial". São provas individuais (ITT - Individual Time Trial
/ CRI - Contra-relógio Individual) ou por equipe (TTT - Team
Time Trial / CRE - Contra-relógio por equipe), onde o objetivo
é percorrer uma certa distância no menor tempo possível.
O equipamento difere bastante daquele normalmente utilizado em provas
de estrada, por ser totalmente aerodinâmico.
Composite: Material resultante da combinação
de vários componentes sintéticos para a construção
de um polímero de alta resistência. "Fibra de carbono"
é um termo genérico para os composites. Inicialmente aplicado
apenas nos quadros de bicicletas de ponta, hoje é largamente
usado na construção dos mais diversos equipamentos: Coroas,
garfos, pedais, canotes, guidões, avanços, capacetes,
sapatilhas, etc.
D
Down Hill: Provas de descida de montanha, onde o competidor
encontra todo tipo de obstáculo pelo caminho, e deve fazer o
percurso no menor tempo possível. As bicicletas utilizadas são
extremamente resistentes e adaptadas, com suspensões de grande
curso e quadros reforçados.
Dual Slalom: Antiga modalidade derivada do Down Hill
onde dois competidores desciam lado a lado por uma pista de terra repleta
de obstáculos. As baterias eram eliminatórias. Foi substituído
pelo Four-Cross, ou 4X. Estas modalidades foram criadas para facilitar
a transmissão das competições pela TV.
DNS: "Did Not Start" (Não largou).
Designação internacional impressa nas súmulas das
corridas, ao lado dos nomes dos ciclistas que, apesar de classificados,
desistiram da prova.
DNF: "Did Not Finish" (Não terminou).
Designação internacional impressa nas súmulas das
corridas, ao lado dos nomes dos ciclistas que largaram mas não
completaram a prova.
E
Escaleira: Formação em "V" do
pelotão, com o intuito de quebrar o vento com mais facilidade.
Aparece com mais freqüencia nos trechos onde o vento sopra mais
lateralmente ou obliquamente.
Escalador: Ciclista especialista em subidas.
F
Firma-pé: Correias que prendiam os pés
do ciclista aos pedais, em época anterior ao advento dos pedais
de encaixe (Clipless). Ainda são utilizados em provas de velódromo.
Four-Cross, ou 4X: Prova de descida em pista de terra
curta e repleta de obstáculos, onde descem 4 competidores por
vez. As beterias são eliminatórias. As bicicletas utilizadas
são parecidas com os modelos de Down Hill ou de Freride. É
uma evolução do extinto Dual Slalom, onde dois corredores
competiam em cada bateria. Estas modalidades foram criadas para facilitar
a transmissão das competições pela TV.
Free Ride: Variante do Down Hill, onde a técnica
do piloto em executar manobras extremas é mais exigida. Nasceu
nos anos 90 no Canadá, como um manifesto ao Mountain Bike livre
e independente da indústria e das competições.
Mas com o passar do tempo, tornou-se mais uma modalidade competitiva,
fortemente centrada na mídia, na indústria e na moda.
Fuga: Tentativa de escape de um ou mais ciclistas em
uma competição. O pelotão deve então trabalhar
em conjunto para anular a fuga, caso ela seja perigosa. Normalmente
fugas são usadas como blefes para quebrar ou ao menos atrapalhar
a estratégia de corrida das equipes rivais. Mas há muitos
casos em que uma fuga bem sucedida garante a vitória.
G
Giro: Passeio. Rotação no pedivela.
Giro alto: Técnica de pedalar onde as rotações
do pedivela ultrapassam 100rpm. Muito comum no ciclismo de estrada e
em subidas curtas e técnicas do mountain bike.
Grandes Voltas: Trio formado pela Giro D´Italia,
Tour de France e Vuelta a España.
H
Hollowtec: Tecnologia da japonesa Shimano que consiste
em construir braços dos pedivelas ocos, para aumentar a rigidez
estrutural e diminuir o peso da peça.
Half-pipe: Grande pista semi-circular utilizada para
as manobras aéreas do BMX Free-style.
HC: Hors-Categorie (Sem Categoria). É como são
chamadas as mais difíceis subidas de montanha nas grandes provas
européias, como o Angliru (Espanha), Mortirolo (Italia), Col
du Galibier e o Alp D´Huez (França). Todas as outras subidas
são classificadas em categorias, que vão de 1 (mais difícil)
a 4 (mais fácil). O mesmo que "OC", do inglês
"Outside Category".
K
KOM: King Of Mountains (Rei das Montanhas) Título
dado ao melhor escalador nas provas tradicionais da Europa.
M
Manchão: Pedaço de borracha colocado entre
um rasgo do pneu e a câmera, para evitar o surgimento de nosos
furos.
O
Off-camber: Erosão diagonal em uma trilha, normalmente
provocada pelas chuvas. Também podem ser obstáculos formados
por grandes raízes. Quando a roda dianteira fica presa nestes
obstáculos, o resultado é quase sempre uma queda, e às
vezes, raios quebrados e roda empenada.
OC: Outside-Category. É como são chamadas
as mais difíceis subidas de montanha nas grandes provas européias,
como o Angliru (Espanha), Mortirolo (Italia), Col du Galibier e o Alp
D´Huez (França). Todas as outras subidas são classificadas
em categorias, que vão de 1 (mais difícil) a 4 (mais fácil).
O mesmo que "HC", do francês "Hors Categorie".
P
Pelotão: Agrupamento de ciclistas pedalando bem
próximos uns aos outros. Termo mais utilizado no ciclismo de
estrada.
Pangaré: Ciclista fraco ou desprovido de técnica.
Pegar vácuo: Posicionar-se à curta distância
do ciclista da frente, com o objetivo de gastar menos energia pelo menor
atrito com o ar. Calcula-se que a redução do desgaste
energético chegue a 30%, para o ciclista que pedala no vácuo.
Há estudos que fixam em 7% a redução de perda para
o ciclista da frente, por não ser afetado pelo turbilhão
de ar formado em sua passagem.
Parede: Subida longa ou muito íngreme.
Passista: Ciclista especialista em manter uma alta velocidade
média por longas distâncias.
Prego: Condição de cansaço extremo,
provocada pela hipoglicemia.
Pro-tour: Associação formada pelos organizadores
das grandes voltas (entre elas estão a Vuelta a España,
o Giro d´Italia e o Tour de France), que possui um ranking próprio
e exclusivo.
Q
Quick-release: Veja "Blocagem".
R
Rotor: O "disco" dos freios à disco.
Também designa uma peça presente em bikes de BMX, que
permite o giro livre da direção sem que os cabos de freio
atrapalhem. É também o nome de uma fábrica espanhola
que está se tornando famosa por fabricar pedivelas com movimento
assimétrico e semi-independente para o speed e mountain bike,
além de coroas ovais ajustáveis.
Roadie: Praticante do ciclismo de estrada.
Rigidez: Propriedade de um quadro ou peça que
determina sua resistência à flexão, provocada pelas
forças aplicadas. Junto ao baixo peso, são as propriedades
mais desejadas em qualquer peça, em qualquer modalidade.
Rock-garden: Literalmente, "jardim de pedras".
Trecho de alta dificuldade técnica, comum no Down Hill, repleto
de grandes pedras semi-enterradas.
S
Socar a bota: Pedalar vigorosamente, com toda energia.
Session: Literalmente, uma "sessão"
de manobras. Termo utilizado no Free Ride, BMX e Urban Assault.
Soltar as pernas: Saída para treino leve, procurando
altas rotações no pedivela (veja "Giro alto").
STI: Shimano Total Integration. Tecnologia da japonesa
Shimano que integra alavancas de freios e de marchas em uma única
unidade de controle
Sistema indexado: Sistema de troca de marchas onde cada
clic na alavanca manual consiste em uma passagem de marcha.
Scandium: Liga de alta resistência mecânica
derivada do alumínio . Ela permite aos projetistas o uso de menores
quantidades de material na construção de certas peças,levando
a uma grande redução de peso.
Sprinter: Ciclista especialista em decisões próximas
à linha de chegada, em tiros que chegam perto de 100km/hora.
Single-track: Trilha estreita, que permite apenas a
passagem de uma bicicleta por vez.
Slop: Tendência criada pela Giant, uma mas maiores
montadores de bicicletas do mundo, ao lançar o modelo TCR, no
final dos ans 90. Trata-se de um design diferenciado para quadros de
ciclismo de estrada, onde o tubo superior não fica paralelo ao
solo, e sim inclinado em direção ao tubo do selim. Segundo
a criadora do conceito, este design permite a construção
de quadros mais leves e rígidos. Duramente combatido pelas outras
montadoras no início, este conceito já se tornou hoje
um padrão da indústria.
Set-back: Recuo na ponta superior do canote, onde se
fixa o banco. Há várias medidas diferentes de "set-back".
T
Tubular: Tipo de pneu específico para competições
no ciclismo de estrada, que traz em um único conjunto a carcaça
e a câmara de ar. Deve ser colado ao aro. Permite melhor rodagem
e maior pressão de ar do que pneus convencionais (veja "Clincher").
Trava ou Tranca: Diz-se do pedalar pesado, com pouco
giro, no ciclismo de estrada. Estilo adotado pelo alemão Jan
Ullrich.
Top: Veja "Parede".
Torção: Movimento forçado de algumas
peças (quadro, avanço, guidáo, rodas, garfo, pedivela)
ocasionado pela força do pedalar. Os fabricantes lutam contra
estes efeitos, buscando sempre um bom compromisso entre a leveza das
peças e a sua rigidez estrutural.
Tiro: Aceleração repentina à máxima
potência.
Trial: Também conhecido como Bike-Trial ou Trialsin.
Modalidade criada na Espanha onde o desafio é passar por trechos
de extrema dificuldade sem apoiar os pés em nada que não
sejam os pedais. É necessário pleno equilíbirio,
grande domínio da técnica, bicicletas especiais e freios
poderosos. Os grandes centros de Bike-Trial hoje são a Espanha
e o Japão.
U
UCI: Union Ciclistique Internacionale. Entidade internacional
que controla as competições, clubes, equipes, indústria
e demais agrupamentos em todo o mundo. Sua influência política
só não e maior do que a FIFA e a FIA.
Urban Assault: Mais conhecida como "Urban",
é uma modalidade que mistura o Free Ride, o BMX e o Bike Trial.
É praticado em ambiente urbano. Seus praticantes se utilizam
de construções e mobiliário urbano para executar
manobras, sempre em grupo.
V
Vaca: Queda, tombo.
Vento-contra: Vento contrário à direção
do pelotão, dificultando o progresso dos ciclistas.
X
XCO: Cross Crountry Olímpico. Modalidade competitiva
do MTB praticada em circuito fechado, onde os pilotos precisam completar
um número determinado de voltas.
XCM: Cross Crountry Maratona. Modalidade competitiva
do MTB onde os pilotos precisam completar um trajeto ligando dois pontos
distintos, sempre com grande kilometragem.
fonte: bikebross
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