Valdeni Pinheiro saiu de casa, em Humaitá
(AM), em 17 de maio de 2010.
Ele quer entrar no livro dos recordes após terminar o trajeto.
O ciclista amazonense Valdeni Pinheiro
Alves, 32 anos, completou 23 mil quilômetros de viagem e passou
pelas 26 capitais do país e o Distrito Federal em 347 dias. Ele
saiu de casa, em Humaitá (AM), em 17 de maio de 2010 e chegou
ao último destino da viagem nesta sexta-feira (29), em Macapá.
Após o feito, ele contou que está
"ilhado" na cidade, de onde não consegue voltar para
casa, pois o caminho é impossível de ser feito de bicicleta.
"Me prometeram uma passagem aérea de Macapá para
Porto Velho, mas não recebi nada. A minha meta eu consegui completar,
que era dar a volta pelas capitais do país em menos de um ano.
Terminei o trajeto aqui [Macapá], mas agora quero chegar a minha
casa antes do Dia das Mães, pois quero estar com minha mãe,
que sempre me incentivou. De Porto Velho eu sigo de bicicleta para casa",
disse Pinheiro.
Ele já tinha feito uma viagem semelhante em 2008,
quando percorreu nove estados em cinco meses. "Depois de abraçar
minha mãe, quero ver se consigo entrar no livro dos recordes.
Por isso registrei toda a viagem em um caderno, como se fosse um diário
de viagem, com carimbos de estabelecimentos comerciais, instituições
e postos policiais por onde passava", afirmou o ciclista.
O aventureiro disse ainda que procurou registrar todos
trechos com fotografias. "Eu colocava tudo no Orkut. Depois de
tanta fotos, comecei a fazer algumas poses diferentes para deixá-las
mais engraçadas."Para conseguir o feito, ele seguia a rotina
de pedalar, no mínimo, 100 quilômetros por dia. "O
máximo que pedalei em um dia foram 220 quilômetros, de
Água Clara (MS) até Carneirinho (MG). Normalmente eu acordava
às 6h e já começava a pedalar. Quando estava atrasado
ou precisava adiantar a viagem, saía logo às 4h. Sempre
tinha um horário para começar, mas nunca tinha hora para
parar."
Depois que saiu de casa, Pinheiro seguiu para Porto
Velho, depois pedalou para Rio Branco, voltando em seguida para Porto
Velho, de onde saiu para Cuiabá, Goiânia, Palmas, Belém,
São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa,
Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Vitória e Rio de Janeiro.
Em seguida, ele foi para São Paulo, Curitiba, Florianópolis,
Porto Alegre, voltou para Florianópolis, Curitiba, passou por
Campo Grande, Belo Horizonte, Distrito Federal e Goiânia. Pinheiro
voltou a pedalar por Cuiabá, Porto Velho, Manaus, Boa Vista e
Macapá.
"Agora, preciso de um avião ir até Porto Velho, de
onde pedalo mais 210 quilômetros para ver minha mãe, em
Humaitá. Estou com saudades dela. Não comprei presente,
mas acho que ela vai gostar de me receber como presente para ela. Vou
dar minha bicicleta, que usei por toda a viagem, para ela", disse
Pinheiro.
Assalto
Em Porto Velho, Pinheiro passou pelo primeiro problema sério
em sua trajetória. “Fui assaltado. Levaram meu capacete
e meu diário de viagem. Fui assaltado de novo, em São
Luís. Passei um período da viagem sem capacete. Eu pedia
para as pessoas me ajudarem a arrumar um capacete, mas tive de andar
dez capitais sem essa segurança.”
O ciclista lembrou do amigo que fez durante a viagem, quando passou
pela Praia de Copacabana. “Foi um vendedor ambulante que me deu
um capacete novo. Ele se chama Ligeirinho. Sou muito agradecido a ele
por esse capacete.”
Dificuldades
Pinheiro afirmou que o pneu da bicicleta furou 45 vezes durante a viagem.
"Foram seis jogos de catraca, coroa, rolamento e corrente. Troquei
de selim uma vez, troquei um par de aro, quatro eixos, seis rolamentos
de cubo e um calção. O meu rasgou no caminho. O capacete
também é outro, desde o assalto."
No guidão, o ciclista levou fotografias de pessoas queridas,
adesivos de estabelecimentos comerciais que o apoiaram, além
de um reservatório de água. No bagageiro, apenas poucas
peças de roupas e os cadernos de anotações.
fonte: extremos.com.br
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