
Campeonato Panamericano de Mountain Bike 2011 em Chia, na Colômbia,
foi de grande valia para os nossos atletas.
Agora, Vando relata sua participação no
seu décimo Panamericano de MTB
Circuito
“O circuito do Pan-americano 2011 foi bem seletivo como é
de costume nas provas internacionais. A pista tinha em torno de 5 km
e fizemos 6 voltas na Elite. Os pontos mais fortes eram as subidas,
com uma altitude que ia de 2600 a 2800 metros. A competição
foi umas das mais duras que já fiz na minha vida, porém
a pista tinha boas trilhas e trechos técnicos nas descidas, onde
consegui me adaptar e desempenhar bem".
Participação e o resultado
“A prova da Elite Masculina foi muito disputada, largaram cerca
de 60 atletas e as delegações estavam em peso.
A disputa por vagas nas Olímpiadas de 2012 e os pontos no ranking
UCI foi o principal motivo da grande disputa. Consegui chegar na 18º
colocação".
Alinhei na terceira fila e procurei me defender
na largada. Logo após o start loop vinha uma longa subida e se
você entrasse afogado neste ponto, poderia comprometer toda prova.
Digo isso por causa da altitude, a respiração e batimentos
estavam no limite o tempo todo, mas o rendimento é bem menor
do que em baixa altitude, em torno de 15% a menos.
Vi que era impossível aplicar a mesma força nos músculos,
já os atletas que vivem na altitude conseguem manter um ritmo
muito diferente. Exemplo dos donos da casa que conseguiram colocar vários
atletas entre os 10 primeiros, algo que não aconteceu em outros
Pan-Americanos, mas esta foi a estratégia deles sendo o país
sede da competição".
"No início da prova perdi algumas posições
por não conseguir acompanhar o ritmo e fiquei entre os 30 primeiros,
mas já no meio da primeira volta comecei a ganhar posições.
Durante a prova procurei me hidratar bastante, pois o clima estava seco,
mantive um ritmo e fui constante nas subidas. Procurei ganhar tempo
nos trechos técnicos e trabalhar em cima do ponto fraco dos outros
atletas. A disputa foi constante, entre atletas da Colômbia, México,
Canadá, Costa Rica, Argentinos, Estados Unidos e Chile, cada
um se defendia como podia, no final vim recuperando e fiz 18º colocado,
fechando a prova em 1:44´18. Gostaria de ter tido uma melhor colocação,
mas também sei que fiz o meu melhor dentro das condições,
e com este resultado consegui marcar 30 pontos no Ranking UCI, que equivale
a uma vitória numa prova classe 2 UCI."
Treinos
“A minha equipe (Scott-Fittipaldi) me proporcionou uma semana
de treinos em Campos do Jordão-SP onde temos uma média
altitude e senti que o estágio de treino minimizou os efeitos
da altitude quando cheguei na Colômbia e com certeza também
melhorou meu desempenho na competição. Como moro no litoral,
se tivesse vindo direto para Colômbia seria muito complicado e
é certo que não teria o mesmo desempeno na competição.
Agradeço aos meus patrocinadores pela estrutura
e também pelos equipamentos que estão muito bons, está
foi minha segunda prova com minha bike nova e já estou bem adaptado
com o equipamento, agora o calendário de provas começa
a aumentar e minha próxima competição será
em Araxá dia 17 de Abril na CIMTB que é uma prova de Cross
Country do Ranking UCI e Nacional.
Agradeço a Confederação Brasileira
responsável pela delegação brasileira na Colômbia
e a todos que apoiaram também torcendo, divulgando, ou de outra
forma.
Edivando de Souza Cruz é Integrante do Projeto
Scott-Fittipaldi, patrocínios: Scott / Vzan / Proshock / Cateye
Apoios: Shimano e Santa Rita Iluminação
fonte e foto: pedal
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