
Para Rubens Donizette, a Colômbia e a Argentina mereceram as conquistas
da vaga Olímpica, pelo simples fato de planejamento.
Essa questão foi abordada por todos os outros
brasileiros, que se tivessem feito um treinamento específico
de altitude, com certeza conquistaríamos esta tão sonhada
vaga antecipada.
De certa forma, os pontos conquistados por Rubinho,
Pscheidt e Avancini estão de grande valia para o país
(ranking das nações), rumo a classificação
para Londres. Teremos mais provas valendo pontuação no
ranking da UCI e vamos torcer para que os nossos atletas consigam mais
rápido possível.

"Em primeiro lugar gostaria de dizer que apesar
de esperar um resultado melhor, fiquei feliz de conquistar 45 pontos
no ranking da UCI com a minha 15ª colocação.
Como eu não fiz treinamento específico em altitude para
esta prova, senti lá o prejuízo, pois, ao conversar com
outros atletas, tanto no Brasil, como em outros países, como
Argentina, houve um treinamento específico em altitude visando
o PNA, da parte de alguns atletas.
Sendo que, no caso da Argentina, que conquistou a segunda
vaga Olímpica, houve inclusive um apoio da própria Confederação
Argentina, para que esse treinamento fosse realizado. Dessa forma, ambos
os países merecem os parabéns, pelo empenho em conquistar
a vaga Olímpica, tanto com relação ao treinamento,
como com relação à adaptação à
altitude, no caso da Argentina.
Além disso, a Colômbia merece parabéns
também pela excelente organização do evento, não
deixando nada à desejar.
Sobre a pista, eu gostei muito. A pista era bem técnica,
descidas, subidas e me senti bem andando nela. Adaptei-me rápido
às partes técnicas. Entretanto, durante a prova, já
na primeira volta, eu tentei me colocar junto com o pelotão que
liderava: os americanos e canadenses; tendo como estratégia me
manter junto com eles pensando que em torno da 3ª volta o colombiano
Hector Leonardo Paez fosse nos pegar, dessa forma, mesmo que ele me
ultrapasse, e os americanos e canadenses ficassem à minha frente,
ainda assim a vaga Olímpica estaria garantida, já que
eram duas vagas.
Entretanto, larguei entre os primeiros, mas já
na no fim do start-loop, o americano Todd Wells acabou cometendo um
pequeno erro, e assim acabei entrando ma trilha na frente, mas logo
deixei que eles, os americanos, passassem, já que minha estratégia
não era puxá-los, e sim ir com eles. Entretanto, o colombiano,
que largou na última fila, me alcançou antes de completar
a primeira volta, e já na segunda ele liderava, para não
perder mais a liderança.
Nesse ponto eu vi que seria importante tentar manter a posição,
pois ainda tinha uma vaga. Mas, já na terceira volta, devido
à altitude, estava me sentindo exausto, e assim o argentino,
Catriel Andres Soto, também me passou, e eu não consegui
acompanhá-lo. Tentei, mas vi que não ia adiantar forçar,
pois do contrário poderia nem terminar a prova.
Pensei em desistir, mas me esforcei muito para ir até
o final, pois sabia que mais do que nunca era extremamente importante
marcar o maior número de pontos no ranking. Dessa forma, cheguei
em 15° lugar. Em uma prova que, tínhamos como objetivo conquistar
a vaga, e quem sabe uma medalha, na terceira volta, esse objetivo acabou
se transformando, e finalizar a prova se tornou o principal objetivo.
No meu ponto de vista, embora o Brasil tenha que, mais
do que nunca, buscar a vaga Olímpica através dos pontos,
eu vejo o Pan-Americano como uma excelente experiência, e com
bons resultados, na medida do que estávamos enfrentando.
Aproveito para agradecer à minha equipe: Merida
– Fox Shox Racing - TMP Embalagens – Infanti. Apoio: Giro
- GU - Maxxis e ao meu treinador, Carlos Polazzo (Cadu).
E aproveito também para agradecer à todos
aqueles que ficaram na torcida".
fonte e foto: pedal
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