Ex-ciclista de elite diz que pista tem condições
de abrigar treinos
por: Vanessa Correa
Enquanto ciclistas são "recebidos"
com tachinhas na Cidade Universitária, o velódromo do
campus, único da cidade de São Paulo, está fechado
desde o início da década de 1990, embora tenha condições
de abrigar treinos.
Feita nos anos 1970, a pista nunca teve manutenção.
Os "pelotões" de ciclistas que treinam na USP geram
conflitos com outros usuários da Cidade Universitária
não é de hoje. Em 2005, a presença desses esportistas
chegou a ser proibida, medida que depois foi revogada.
Mas até hoje são frequentes as reclamações
de ambos os lados, além da recente "sabotagem" com
tachinhas.
Para o ex-ciclista de elite Cléber Ricci Anderson, 44, que até
hoje treina na USP, o velódromo, embora deteriorado, tem condições
para abrigar treinamentos.
Segundo ele, os treinos de velocidade, feitos em
pelotões nas ruas do campus, são a parte mais "agressiva"
do esporte. E o velódromo seria interessante para "qualquer
um" dos atletas que treinam velocidade, diz.
A parte de condicionamento, no entanto, permaneceria nas vias do campus.
Anderson lamenta o estado de conservação da pista e, sobretudo
das arquibancadas, que têm problema de estrutura e de infiltrações
visíveis, pela falta de manutenção.
O diretor do Cepeusp (Centro de Práticas
Esportivas da USP), Carlos Bezerra de Albuquerque, diz que está
aberto para que os ciclistas façam propostas para o uso do espaço.
Dessa forma, seria possível tentar verbas no Ministério
dos Esportes ou com a iniciativa privada.
Quanto a verbas próprias da universidade para a reforma, o diretor
afirma que a instituição não colocou o velódromo
como prioridade.
Escoltados por motocicleta, ciclistas treinam
no velódromo do Cepeusp, em foto
de 11 de setembro de 1985.
fonte: folhauol.com.br / JC (Jornal do Campus
)
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