por: RUY CASTRO
Nos anos 90, quando o Rio sacrificou quilômetros
de estacionamento na orla para abrir suas primeiras ciclovias, vozes
influentes foram contra.
Uma delas, a de nosso amigo Paulo Francis. "O Rio não tem
um único ciclista!", ele bradava. De fato, até pela
falta de pistas exclusivas, quase ninguém pedalava pela cidade
-e a ideia de ver o próprio Francis num selim, de terno da Brooks
Brothers e capacete, era tão absurda quanto hilariante.
Mas as ciclovias foram implantadas e receberam adeptos.
Estes se tornaram milhares e as pistas se espalharam.
Hoje há 240 quilômetros de pista, ligando o Recreio ao
aeroporto Santos-Dumont, e com a promessa de mais cem quilômetros
nos próximos anos.
Ainda não se compara à Europa, mas é um começo
-assim como o projeto Bike Rio, que acaba de plantar novos bicicletários
na zona sul, com 600 bicicletas de cor laranja para serem alugadas.
População e turistas estão sendo gratos à
iniciativa.
Não ando de bicicleta há mais de 30 anos.
Mas estou pensando em checar aquela história de que, se um dia
você aprendeu, nunca mais esquecerá.
Já prevendo tombos, acho que vou pedalar ali pelas imediações
do Hospital Miguel Couto.
fonte: folhauol.com.br
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